Família Falcão: Empreendedores que crescem com a adversidade

Postado por: Dilerman Zanchet

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Fui agraciado, há alguns dias, com o convite entregue pessoalmente pela Dona Enriete, para a inauguração das novas UBSs da Sementes Falcão. UBS significa Unidade Beneficiadora de Sementes. Quando se trata deste assunto, embora raramente o faça neste espaço, significa rebuscar minhas raízes, vindas do campo. Filho de colonos? Nem tanto. Mas neto deles, sim. E com orgulho.

Então me vejo diante de um grupo de empresários e agropecuaristas, nesta sexta-feira gelada, em Encruzilhada Natalino, na sede da Sementes Falcão. Mera e boa coincidência, se lembrarmos de que há uns 30 anos aquela região foi palco do primeiro acampamento do famigerado MST, que surgiu do seio da esquerda para a solidificação de um dos mais controversos partidos políticos do Brasil e da América, o PT.

Mas, sem perder o foco do título do artigo, vamos continuar. Há cerca de uns 20 anos conheci Humberto Falcão. Um inovador. Um ousado plantador de soja que já vislumbrava o futuro de sua família e seus filhos, com base na agricultura, mas tendo no sangue o empreendedorismo herdado do “Seu Manoel”, que nos idos de 1947 veio para o Brasil fugindo da guerra. E se fez mascate. E se fez comerciante. E se fez empresário e agropecuarista de renome. E o renome passou com méritos ao filho “Beto”.

Humberto, ladeado pela Dona Enriete, desenvolveu aqui em nossa região (Encruzilhada Natalino), uma das mais qualificadas e competentes produtoras de sementes do sul do país. Os elogios não são meus. São de pesquisadores, empresários, produtores rurais e, dentre 12 no mundo, é um dos maiores parceiros da Monsoy. Isso não é pouco, não. Em sua humildade, mas sábia inteligência conseguiu incutir em sua filha Fernanda e em seu filho Henrique, o gosto pela terra. Hoje ela (Fernanda) é a agrônoma responsável pelas UBSs e Henrique é o diretor comercial da empresa.

“Beto Falcão”. Filho de “seu” Manoel e dona Cleci, pais também de Renato e Luciane, mostra ao Rio Grande e ao Brasil, em uma época onde se faz pouco, ou só o suficiente, que produzir dá resultado, independente das adversidades.

É um exemplo de empreendedorismo, injetado no sangue de seus filhos (Fernanda e Henrique na Semenste Falcão e Artur como empresário), que não deixam dúvidas quanto à sua competência e ousadia.

A família que progride com a adversidade do país. A família que tem seu posicionamento definido pela livre iniciativa e calcado na produção, na terra. Na ousadia de investir e empreender quando a economia está estagnada. Com valores morais como poucos veem por aí.

Quem dera tivéssemos, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul e no Brasil, mais famílias empreendedoras e voltadas à geração de alimentos, empregos, renda. Quem dera tivéssemos mais “Famílias Falcão” entre nossa gente. E, principalmente, nos cargos públicos de maior relevância.

Por certo, não teríamos tanta sujeira, desvios e maracutaias no oceano de corrupção que sangra o país.

Parabéns, Família Falcão. Empreender em tempos de crise não é para fracos.   

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