Das razões e dos porquês de tolerarmos e aceitarmos a violência

Postado por: Neuro Zambam

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A semana em curso começou com requintes de desespero humano e perversidade em relação aos atos de violência. A tragédia do Rio de Janeiro que, ampliada pela investigação confusa e fatos que mudavam a cada dia, associada à eliminação de quase 50 pessoas numa boate nos EUA, retratam a crueldade que chega a violência humana quando na sua origem estão o individualismo, as patologias de difícil compreensão, o fanatismo e o condenável comércio de armas que motiva negócios escusos e esconderijos de toda ordem.

A reflexão de hoje tem como objetivo refletir sobre esse perverso comércio. Estatísticas divulgadas nesta semana afirmam que em 2015 o volume desse negócio somou 65 bilhões de dólares no mundo (Instituto de Análise de Defensa IHS Jane's). Esta cifra é arrasadora para pessoas que têm o mínimo de equilíbrio moral e político e procuram uma vida normal.

A percepção já é arrasadora, mas associado a isso está o conjunto de responsabilidades. Os países que mais exportam armas são: Estados Unidos, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido. O leitor perceberá que estes têm influência decisiva no comando da ONU, cuja principal meta é promover a paz mundial. Associe-se a isso a perspectiva de bom crescimento dessa atividade neste ano. O futuro, com certeza, será, também, promissor.

O comércio de armas, no Brasil e no mundo, financia muitos negócios e, dado ao constrangimento político nacional, vale lembrar especialmente um significativo volume lançado como investimento com bom retorno nas campanhas eleitorais no Brasil e no mundo. A associação não para, porque está conectada com a liberação dos jogos de azar e a liberalização da compra de armas. Os EUA são um péssimo exemplo e de, praticamente, impossível reversão. E, no Brasil, existem muitos que estão associados.

O contexto em questão está ligado à perversão do comportamento humano, da atuação política, da busca do lucro desenfreado e da vulgarização das instituições internacionais (ONU).

            A observação atenta permite olhar para os defensores dos jogos de azar e da liberação do comércio de armas porque carregam a mesma responsabilidade, culpa e interesses daqueles que promovem as guerras e os atos de terrorismo mundo afora.

A negação dessa relação tem o mesmo impacto se comparado ao esquecimento do candidato em quem votamos ou a revolta com ações de líderes que apoiamos e nos admiramos quando sua atuação é perversa.

As guerras ocorrem com armas. A violência nas famílias, nas ruas das cidades e no campo, também. Quem apoia, vende e lucra com elas não quer terminar com a violência e as guerras. Um olhar mais crítico sobre os financiamentos dessa indústria poderá nos surpreender e chegar bem perto de nossos amigos e conhecidos.

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