Cadeia para todos

Postado por: Dilerman Zanchet

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Teremos, em Curitiba, Brasília ou qualquer outro lugar, cadeia compatível para todos os que estiverem comprovadamente envolvidos nos diversos esquemas de corrupção do país?

A pergunta é oportuna, na medida em que os delatores estão surgindo e os podres, cada vez mais expostos, estão deixados no lixo da esquina.

Lixo, aliás, que se transformou o país quando o assunto é moral, é ética. Ouvi de professores gabaritados de Passo Fundo sobre o que é ético e o que é moral. Conceitos abalizados de quem fazem de sua vida exemplos de retidão. E os hipócritas ainda gritam aos quatro ventos que tudo o que o Juiz Sérgio Moro está fazendo é golpe.

Cadeia para toda a corriola é o que um país chamado Brasil, gigante apagado e com vergonha, localizado na América do Sul, quer aos que destruíram em 15 o que foi construído ao longo de quinhentos anos.

Cadeia, sim, para todos os que venderam sua alma, sua moral, seus princípios à política suja de um país que não sabe qual o rumo a tomar. Que questiona o Judiciário quando este deveria dar o exemplo e que têm no Exército Nacional e na Polícia Federal suas instituições mais confiáveis. E que tem, claro, seus podres também.

E que a impunidade não passe em branco nem para os juízes paranaenses que processam jornalistas, fazendo-os rodar mais de 50 mil quilômetros para prestarem depoimento, em um verdadeiro castigo, pelo fato de terem noticiado as mordomias incautas do serviço público. Há, este serviço público, este Judiciário que tem homens como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro, e este mesmo Judiciário que tem juízes que, acuados por terem sido flagrados utilizando-se da mordomia e das benesses do poder, processam pobres jornalistas e brincam com sua honra.

Vergonha. Sim, devemos ter vergonha de um país onde meia dúzia de magistrados, pessoas comuns como nós, que utilizam-se de ferramentas e artifícios como estas, para mostrarem “quem é que manda”, ou, “com quem estão lidando”.

Certamente que, se existe realmente justiça, moral, ética e um juramento de lealdade, eles serão punidos pela obstrução à liberdade de expressão e pelo cerceamento da profissão dos jornalistas.

Há, para os angustiados defensores de uma política sem escrúpulos, com toda a indignação de um país: Tentem descobrir onde estão as teses citadas pelo “ex-advogado geral”, que ainda é pago pelos cofres públicos, na defesa do impeachment, do jurista “Thomas Turbando Bustamante”.

Se foi uma piada, esqueceram de colocá-las no programa de humor. 

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