Pela defesa de uma escola plural

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Tem se discutido cada vez mais no país, sobre projetos de lei que amordaçam o professor e que coloca em xeque o sistema educacional brasileiro. A organização Escola Sem Partido levanta a bandeira da neutralidade para fundamentar a sua escola ideal. Aí já temos algo a nos questionar. Quem são os idealizadores dessa proposição, quais seus valores e o que pensam? A severa neutralidade cobrada dos professores provém de um discurso neutro, sem vícios ou opiniões e pré-conceitos? Existe cidadão sem qualquer resquício de ideologia em seus conceitos?

Para questionar a intenção da organização basta pesquisar na internet o estreito vínculo da mesma com outros órgãos e entidades publicamente envoltos em ideologias políticas. O que se descobre é que a organização se utiliza uma pseudoneutralidade para não ser questionada e, aí sim, conseguir instituir na sala de aula o seu posicionamento. Hoje, diversas leis, inclusive a Lei de Diretrizes e Bases, garantem o apartidarismo dos espaços educacionais. Os conselhos que reúnem pais e professores já são utilizados para esses questionamentos. Instituir por lei essa vigilância ao educador é um risco, pois abre precedente que todo e qualquer assunto seja questionado por ter caráter “ideológico”.

Se não formos vigilantes deixaremos de ter na escola um espaço plural e democrático de construção do saber, onde diferentes valores e ensinamentos aprendidos na família ou em outros locais de convivência são confrontados para formar um cidadão mais esclarecido, despido de preconceitos e tolerante.

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