Os pais e a violência dos jovens e adolescentes

Postado por: Neuro Zambam

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As diferentes facetas da violência intrigam e suas artimanhas nos deixam cada vez mais inseguros seja para atuar em diversas direções, seja para emitir uma opinião segura e equilibrada.

A realidade é complexa. As causas da violência estão envoltas em situações inusitadas. Por exemplo: Quando numa família estão cinco filhos, quatro bem encaminhados e um é morto numa ação policial por estar envolvido em furtos e roubos? Poderia parecer que isso ocorre em famílias em grave situação de pobreza. O caso não foi assim, mas ocorreu em uma família com boas condições nas diversas áreas que normalmente as pessoas analisam.

Há alguns dias a “Folha de São Paulo” publicitou alguns dados que precisam ser refletidos para orientar nossas opiniões e ações na sociedade. Cada dois em cada três menores infratores não tem pai em casa.

Expus duas situações bem diferentes para afirmar a complexidade desses casos. O espaço a seguir vou reservar para debater a importância dos pais e mães na educação dos filhos, especialmente para a cidadania., ou seja, a convivência com as diferenças, o exercício da tolerância, o respeito aos mais velhos,

A presença do pai não está limitada a uma presença forte, decidida e de autoridade, como se pensava em tempos idos, embora essa seja uma referência relevante. A presença do pai completa a convivência, amplia as relações, equilibra a vocação a vida familiar e congrega os diferentes numa meta comum, qual seja, o bem da família.

Com a mesma intensidade, a figura da mãe representa a ternura, a tolerância e as outras faces do equilíbrio de uma vocação familiar.

A violência certamente não depende apenas da presença ou ausência do pai. Contudo, a sua ausência limita fortemente a trajetória de crescimento de uma criança, adolescente e jovem. Quando um dado dessa dimensão adquire tamanha repercussão é porque ele representa uma grave deficiência na família, na comunidade, nas relações humanas e na construção da sociedade.

O combate à violência e, antes, a sua prevenção depende de um conjunto de ações em relação as quais todos somos responsáveis. Sabendo que opinar sobre esse tema é muito difícil, atuar nessa área é possível e necessário.

A ação cuidadosa e prudente, nesse caso, dos pais é fundamental, entre outras: os pais sejam uma presença constante na vida dos seus filhos, os separados visitem e cuidem dos seus filhos, os distantes sejam comunicativos com seus filhos, os conflitados exerçam a tolerância, acompanhem a vida escolar, saibam com quem seus filhos convivem, entre outros cuidados.

O exercício da autoridade, nesse ambiente, é, também, corrigir e impor limites. Tarefa que não pode ser terceirizada. Poderia esquecer, mas é preciso recordar, evitem casamentos apressados, gerar filhos sem planejamento e separar por qualquer motivo.

Para sua consulta veja o site indicado:

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjn7tyF2srNAhVD6yYKHWsGC90QFgghMAA&url=http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1786011-2-em-3-menores-infratores-nao-tem-pai-dentro-de-casa.shtml&usg=AFQjCNE2Gvb6ZT4oQfULIvjFsffSaW6OMg.

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