Fusca, o carro mais amado do mundo.

Postado por: Júlio César de Medeiro

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O carro mais amado do mundo é, sem dúvida, o Fusca, da montadora alemã Volkswagen. Tão lembrado quanto as Ferraris ou os Porsches, sua silhueta é tão inconfundível quanto a garrafa de Coca-Cola e seu nome tão conhecido quanto o do jogador Pelé.

Nenhum outro carro teve (e ainda tem) tamanha expressão a nível mundial. Exportado para todos os continentes, presente em todos os países, rodando em todas as cidades ou estacionado em todas as ruas, fez e continua fazendo parte da história de muita gente.

É praticamente um patrimônio da humanidade. Tanto que tem até um dia mundial só dele: 22 de junho, que é também a data em que se comemora o dia municipal do Fusca em Passo Fundo.

Foi o carro que teve a linha de produção mais longa do história automobilística. Seus primeiros protótipos surgiram em 1934 na Alemanha e o último exemplar foi montado em 2003, no México, somando quase setenta anos ininterruptos de fabricação.

Desde os primórdios da Segunda Guerra, quando começou a ser comercializado em larga escala, até o fim de sua produção, foram montados mais de 21 milhões de Fuscas. Cada um deles tinha entre 5 mil e 7 mil peças, conforme o modelo. Incontáveis versões e modelos especiais foram produzidos no mundo todo.

No Brasil estreou em 1950, quando desembarcaram no porto de Santos 30 unidades. Avaliados em vinte mil cruzeiros cada um, fizeram tanto sucesso que foram vendidos quase que imediatamente pelo triplo do valor. Em 1953 passou a ser montado no Brasil com kits que vinham da Alemanha. Em 1959 passou a ser oficialmente fabricado no Brasil, com 54% de nacionalização. Nessa época, já era sucesso de vendas.

Originalmente batizado na Alemanha como KDF – Kraft Durch Freude, que significa “Força Através da Alegria”, tem tantos nomes que é impossível listá-los todos. No Brasil foi chamado primeiro de Sedan e depois Fusca. Na África do sul o chamam Volta. Coccinelle na Bélgica, Peta (tartaruga) na Bolívia e Buba na Croácia.

Foi utilizado pelos jovens, pelas famílias, pela Polícia, pelo Exército, pelas Prefeituras, pelos Correios, pelas Escolas. É praticamente impossível conhecer alguém que nunca tenha guiado ou, ao menos, pego uma carona em um Fusca. No Brasil, toda família teve ou tem um que foi do pai, do avô, do tio ou da tia.

Ná década de 80 foi considerado como um modelo ultrapassado, obsoleto, tendo sua linha de produção se encerrado em 1986. Em 1993, no governo de Itamar Franco, voltou a ser produzido até 1996, quando foi definitivamente encerrada sua linha de produção no Brasil.

Atualmente voltou à cena e tornou-se objeto de desejo dos apaixonados por carros. Como ítem de coleção ou expressão da personalidade do dono, o Fusca hoje ocupa lugar de destaque nas ruas do Brasil e do mundo, contando com clubes de proprietários, como o Passo Fundo Fusca Clube, encontros internacionais de admiradores como o Passo Fundo VolksJam e competições de velocidade.

E nós nos encontraremos aqui, uma vez por semana, para contar um pouco mais sobre ele, suas curiosidades, dicas mecânicas e histórias do Fusca, o carro mais amado do mundo.

Semana que vem trataremos de um assunto deveras polêmico: o Fusca nazista de Ferdinand Porsche. Até lá!

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