O livre mercado e a sociedade escravizada

Postado por: Israel Kujawa

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Para entender o comportamento humano na atual sociedade globalizada, se faz necessário questionar o que move as pessoas. O livre mercado, faz uso do conhecimento científico e da tecnologia para instrumentalizar as pessoas e lucrar. A liberdade econômica e a livre concorrência se apresentam como diretrizes, para organizar a vida em sociedade.  No entanto, as sucessivas crises e a incapacidade de solucionar necessidades humanas básicas como alimentação, moradia e segurança legitimam a seguinte pergunta: Em que medida a liberdade do mercado implica na escravidão da sociedade?

Entre as análises sobre a atual crise global, destaco a que identifica uma mudança de época. Nesta mudança, os referencias antropocêntricos que vislumbraram uma sociedade positiva, decorrente da evolução do conhecimento, fracassaram com divórcio entre ciência e ética. Este divórcio se materializou nas guerras, nas ditaduras, na destruição da natureza e no acúmulo dos bens naturais para o controle de uma parcela muito reduzida das sociedade. Somado aos fatos sociais está a comprovação cientifica de que o antropocentrismo é uma ilusão. Ou seja, o homem (ser humano) não é o centro, mas o “vice-treco” do “subtroço”:

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 A evolução social do ser humano é dependente da ampliação de conquistas para a totalidade das pessoas. Entre as necessidades indispensáveis de cada pessoa deve ser incluído a alimentação, a moradia e o reconhecimento. A duas primeiras estão diretamente vinculadas com questões materiais, econômicas e de relação dos homens entre si e com a natureza. A terceira associada e, não menos importante, está vinculada com a cultura, com psicologia e com a espiritualidade. Ao julgar-se centro e superior o homem destrói a natureza e os outros seres humanos.

Ao se reconhecer como um ser com possiblidade de interação e intervenção, mas também, como um ser minúsculo em uma realidade ampla, complexa e imprevisível, o ser humano pode olhar com mais horizontalidade para os outros e para a natureza. Ao buscar o reconhecimento na visão antropocêntrica e egoísta, estará contribuindo para escravizar os outros e se auto escravizar.

 

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