A completa falência do Estado

Postado por: Dilerman Zanchet

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Quando um advogado pensa em abandonar a profissão, que recém está iniciando, pelos motivos que levam um jovem porto-alegrense, filho de uma vítima de outro advogado, a abandonar a profissão;

Quando uma autoridade máxima de um país, no auge de seu mandato, especificamente a afastada Dilma, consente que sua filha e seu genro, em Porto Alegre, utilizem oito automóveis de luxo e blindados, seguranças, motoristas e 13,5 mil reais em combustível mensais;

Quando um país, prestes a receber milhares de atletas olímpicos, para os principais jogos mundiais, detecta, mesmo que antecipadamente, um grupo que pretende se tornar terrorista, há poucos dias do início do evento;

Quando o presidente de uma das principais casas legislativas é alvo de inquéritos e mais inquéritos por falcatruas, desvios de dinheiro, corrupção e lavagem;

Quando o governo federal busca mão de obra especializada em outro país, pela desmotivação dos profissionais que aqui atuam;

Quando um governador de Estado precisa ir ao STF para impedir que salários de servidores dos três poderes sejam reajustados, por não haver dinheiro para pagar;

Quando um ex-presidente é flagrado em conversas telefônicas com várias pessoas, proferindo palavras de baixo nível, estruturando golpes contra o Judiciário, contra o Congresso e até contra seus asseclas..

E quando, quando, quando, quando...

É sinal de que o Estado brasileiro, como um todo, está falido.

Nosso modelo de Estado, com um presidencialismo que só beneficia falcatruas, onde o corrupto e o corruptor se associam no poder, quando as eleições não são realizadas para beneficiar o povo, mas para beneficiar o bolso de alguns candidatos...

É sinal de que o Estado brasileiro está falido.

Nosso país precisa, urgentemente, de um novo modelo. Que puna os corruptos. Que não permita aos “sujos” conduzir os rumos de uma cidade, de uma nação. Que os funcionários públicos trabalhem realmente para o povo e que o povo, ao pagar seus impostos, entenda que o salário dos servidores é justo e não é um absurdo;

Que as instituições públicas prestem serviço ao povo e não se sirvam do povo. É o mínimo que se espera de um país que já beirou o primeiro mundo, mas caiu, nos últimos nove, dez anos, pela voracidade de seus mandantes.

Que o Estado seja menos deficitário, mais eficiente e que sirva ao povo, ao invés de servir-se dele.

É tudo o que precisamos.

 

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