Rio de Janeiro, Varsóvia e Normandia

Postado por: Neuro Zambam

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Estas três cidades estão nas manchetes do Brasil e do mundo nesse período.

Um misto de perplexidade, solidariedade, violência, reconciliação, corrupção e clamor por justiça. A conversa sobre justiça sempre é um desafio em qualquer situação, especialmente em momentos de graves ataques contra a dignidade humana, às pessoas que nos são próximas, ou mesmo, quando falamos sobre desigualdades graves e ameaçadoras.

O que é justo? Eis uma questão que que atormenta os pensadores, políticos,  administradores e as pessoas que têm qualquer responsabilidade. Fazer justiça é difícil e exigente. Aliás, existe um convencimento que faz parte do senso comum que pode ser sintetizado assim: nenhuma decisão é plenamente justa.

As Olimpíadas  que ocorrerão no Brasil – Rio de Janeiro, no próximo mês, estão escancarando, por inúmeras publicações e declarações a precariedade da estrutura olímpica que, na verdade, sintetiza as deficiências e as inúmeras deficiências que se somam ao já constrangedor contexto brasileiro de crise política e econômica.

A Jornada Mundial da Juventude na Polônia – Cracóvia, nesta semana, em meio às dificuldades de relacionamento da Europa, os ataques de terroristas em várias partes do mundo, em que pese a motivação pela reconciliação, novamente o constrangimento e a insegurança se avolumam.

A decapitação de um padre na França – Normandia, traz de volta, como denunciado pelo Papa Francisco há algum tempo e pelos graves assassinatos ocorridos na África (Quênia) no ano passado, a triste a desesperadora ameaça da intolerância religiosa que está na “raiz” da quase totalidade das guerras da atualidade.

Os três fatos acima que envolvem: integração esportiva, reunião de jovens e ambiente de oração, estão maculados pela corrupção, insegurança e violência. Aliás, pela negação daquilo que as promove e justifica, isto é: a integração, a reconciliação a união de pessoas que professam a fé em Deus.

A ocorrência de barbáries quando o mundo convive com inúmeros avanços tecnológicos, aumento da comunicação, partilha do conhecimento e outras tantas formas de comunicação e interação nos chama à atuação mais fervorosa e à educação mais completa.

O aumento do poder das invenções humanas está acompanhada da sua própria capacidade de contribuir com o desenvolvimento e pela impotência do homem para  utilizar os recursos que o orgulham a fim de concretizar no cotidiano os valores mais nobres da tradição, dos quais se sobressai a tolerância. 

           

 

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