O Fusca e a Cultura Rat ou “ratlook”

Postado por: Júlio César de Medeiro

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Você já deve ter visto pela rua, ao menos uma vez, algum carro velho, meio enferrujado ou desbotado, rebaixado, cheio de acessórios e de adesivos ou com um maleiro no teto lotado de bugigangas. Longe de ser só um carro velho com um dono desleixado, provavelmente você tenha encontrado um legítimo representante de um curioso estilo: a Cultura Rat. Parece estranho ao primeiro olhar, mas algo que não se pode negar é que, diferente da maioria esmagadora dos carros atuais, um carro “ratlook” tem muita personalidade e se destaca na multidão.

Basicamente a cultura rat consiste em customizar o carro com as características e gostos que mais satisfaçam seu dono. Seja detonando a pintura ou deixando que o tempo faça isso, rebaixando a suspensão até raspar no chão e modificando o interior com instrumentos e tapeçaria diferenciados, existe ao menos uma regra: mecânica, elétrica e motor sempre em ótimas condições para poder levar seu estilo para qualquer lugar.

Especula-se que essa cultura tenha surgido nos EUA logo após a segunda guerra, quando as condições financeiras dos jovens não eram as melhores mas a vontade de ter um carro era enorme. A solução encontrada foi resgatar velhos “HotRods” das décadas de 20 e 30 e recuperar somente as partes essenciais como motor e mecânica, além de, é claro, colar o carro no chão. Assim começaram a rodar aparentemente com umas “latas velhas” que eram, na verdade, carrocerias antigas e desgastadas com ótima mecânica e grandes motores V8. Logo chamaram muita atenção e a ideia tornou-se um estilo.

O Fusca entra na cultura rat um pouco mais tarde e torna-se um dos carros mais usados para as customizações. Primeiro por ser, normalmente, uma compra acessível e, depois, por ter infindáveis possibilidades de modificações a serem experimentadas, proporcionando ao seu dono a chance de transformar o Fusca em uma expressão da sua personalidade.

Embora nos EUA e na Europa esta cultura exista desde as décadas de 50 e 60, no Brasil os primeiros adeptos somente apareceram nos anos 2000. Porém, parece que esta onda veio para ficar, pois todos os dias surgem mais e mais “rateiros” resgatando carros do abandono ou mesmo customizando seu carro novo para ficar como melhor lhe agrada.

Se pudesse resumir em poucas palavras a Cultura Rat, usaria a definição do amigo Wilson Magalhães, da Arte RAT Custom - Toca dos Ratos, de Belo Horizonte: “Cultura RAT é curtir seu carro da sua maneira, seja um autêntico carro resgatado do abandono ou um carinhosamente customizado”. https://www.facebook.com/wilsonmagalhaes1968

E você, o que acha da “Cultura Rat”? Deixe seu comentário!

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