A educação vem do berço

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Às vezes nos perguntamos, como se dá a formação do caráter, personalidade, valores éticos, morais e a educação propriamente dita de uma pessoa? A resposta a esta pergunta, está no comportamento da sociedade contemporânea, que de maneira equivocada, tenta repassar esta responsabilidade, que é única e exclusiva do seio familiar, para a escola ou para outros meios de “ensino”, os quais não possuem esta função. Terceirizar o processo educativo de um filho, pode trazer conseqüências irreparáveis a sua formação, além de danos a sociedade como um todo.

  A correria do dia a dia em que vivemos, com tantas atividades, tarefas profissionais, formação permanente, casa, família..., fazem com que os pais de um modo geral, tenham dificuldades para dar a devida atenção a educação dos seus filhos. A sociedade vive hoje, uma verdadeira crise de identidade ética e moral dos cidadãos de um modo geral. Presenciamos uma das maiores operações policiais da história do Brasil (Operação Lava Jato), que está revelando esquemas de corrupção no meio político e empresarial, jamais vistos na história deste País. Os personagens envolvidos, que viraram réus, diga-se de passagem, teriam todas as condições imagináveis, para terem condutas exemplares diante da sociedade, porém isso não ocorreu. A criação e educação de um filho, é uma responsabilidade paterna e materna, que vai além da condição “financeira”, pois amor afetivo, caráter, dignidade ética e moral, além de valores humanos, não se compra, se adquire sim, com o bom exemplo vindo de casa. Hoje em nosso País, a justiça brasileira, tem condenado a indenizar financeiramente os filhos, inúmeros casos de pais, por “abandono afetivo”, onde se comprova efetivamente os danos irreversíveis que esta situação causa em uma pessoa.

No afã de acompanhar a intensa rotina diária que o nosso modelo econômico nos “impõem”, os pais e mães de família, acabam tentando transferir a responsabilidade da educação para a escola, a qual não tem esta obrigação, mas sim a de transmitir conhecimento aos alunos. Não querendo ser saudosista, mas a comparação do comportamento de outrora de alunos em sala de aula, com os professores, era bem distinto do comportamento de hoje. No passado, o professor detinha de autoridade e respeito em sala de aula, hoje as coisas mudaram e um aluno que chega em casa dizendo que o professor lhe chamou a atenção pelo uso do celular por exemplo, é apoiado e defendido pelos pais. A educação dos alunos, que gera respeito e educação em sala de aula e com o convívio social, é fruto do seio familiar, e, caso haja falhas nesta educação que deveria ter vindo da família, todo um trabalho de aprendizagem realizado na escola, estará comprometido. Um aluno de boa índole, respeitoso, harmonioso com os colegas, honesto, com bons princípios morais e éticos, vem pronto de casa e apenas se lapida com o conhecimento transmitido pelos professores.

A conclusão a que chegamos, é a de que na faculdade da vida, a base da educação, tem seu embrião na família, que é a matriz imensurável e única, do DNA cultural e educacional de cada um de nós. Nossa origem nos identifica e nos personaliza de maneira única, pois somos o fruto do meio em que vivemos. Somos a semente da família, plantada e cultivada, pelas mãos de nossos pais. 

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