O Festival e o CTG

Postado por: Dilerman Zanchet

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Está iniciando em Passo Fundo mais uma edição do Festival do Folclore. É muita cultura, muita troca de informações, de arte, de conhecimento entre os participantes. Não só envolve os quase 200 colaboradores, voluntários, que se dedicam durante o dia e a noite a participar, trabalhar, conduzir, traduzir e ciceronear os grupos e fora do país e de outros estados, como em fortalecer os laços culturais dos povos.

O Festival Internacional do Folclore de Passo Fundo é um dos mais bem organizados e estruturados do mundo. Estive em alguns, de algumas cidades gaúchas e brasileiras, e pesquisei outros de vários países. Sei que na Europa, por exemplo, as apresentações são feitas em praças públicas. Alguns somente são feito em locais fechados. A estrutura é completamente diferente. Mas quem já teve a oportunidade de participar, quer voltar sempre.

Em Passo Fundo, o Folclore propicia a interação de toda a comunidade. Tanto pelo preço irrisório do ingresso na lona de espetáculos, como nas apresentações gratuitas na rua Moron, aos final de tarde, como nas empresas patrocinadoras, shoppings, etc.

A cidade tem que participar. Tem que se envolver. E, por favor, não aceitem asneiras, como algumas que circulam em redes sociais, criticando por criticar. Cultura é bom em qualquer lugar. Em Passo Fundo é melhor ainda.

E o tradicionalismo não se dissocia disso. Os integrantes grupos de danças, concorrentes individuais, pais, patronagem, colaboradores das entidades que se dedicam a cultuar e divulgar as tradições do nosso Rio Grande do Sul, merecem respeito.

Está aí mais uma Semana Farroupilha. Vão aparecer, como sempre, os “gaúchos de setembro”, aqueles que só vestem a pilcha em setembro para ir a um café de chaleira, encher a barriga de guloseimas e gritar aos ventos que é tradicionalista. Isso faz parte. Não podemos esquecer, porém, das entidades cujos gaúchos de fato labutam dia a dia para que seus filhos continuem conquistando valores, ideais e a preservação de nossa cultura.

Formar um CTG é fácil. Difícil é manter uma linha de valores éticos e morais, para fortalecer uma sociedade que é a que todos queremos. Afora exceções, desconheço quem forme as crianças e jovens como o meio tradicionalista.

Eles nos orgulham. Devemos sempre mantê-los, da melhor forma possível.

Na próxima, escreverei sobre as dificuldades para se manter uma entidade viva.  

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