A luta por uma universidade gaúcha gratuita

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Em abril de 2015 iniciei, na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar em Defesa da UERGS. A intenção da medida era debater os problemas da instituição e defendê-la de qualquer ataque. Recentemente se discute no governo do Estado um projeto para transformação da universidade em uma entidade filantrópica. A mudança de caráter da UERGS é uma ameaça para a gratuidade do ensino, segundo professores e alunos. E esse é o temor de quem tem na instituição uma oportunidade de acessar o Ensino Superior.

Presente em 24 cidades gaúchas, a UERGS é uma importante formadora de mão-de-obra e disseminadora de conhecimento em todas regiões do Estado. Mesmo com repasses financeiros escassos, a universidade consegue resultados positivos em exames que verificam a qualidade de seu ensino. Mas os desafios ainda são inúmeros. Com mais de 4 mil alunos, a UFRGS carece de estrutura básica em algumas unidades. Falta acessibilidade e a grande maioria não possui nem sede própria. Por isso, a luta dos gaúchos deve ser pela manutenção da instituição. Outros Estados, como São Paulo e Paraná, têm em suas instituições públicas de Ensino Superior lugares de excelência educacional. Mas o Rio Grande parece olhar para trás e cogita fragilizá-la ainda mais com o corte de verbas e, agora, com esse projeto que coloca em xeque seu caráter público.

Por isso precisamos estar vigilantes para que a UERGS siga cumprindo o seu papel de formar cidadãos. Ela colabora com o desenvolvimento regional e pode ser ferramenta importante no reposicionamento econômico do Rio Grande do Sul.

 

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