O Fusca e suas versões raras

Postado por: Júlio César de Medeiro

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Na semana passada relacionamos as séries especiais do Fusca no Brasil. Hoje vamos tratar de algumas versões raras lançadas pela VW no país. Vai que você é o proprietário de um raro exemplar de colecionador e nem sabe, não é? Depois de ler o texto, pode ficar mais fácil identificar seu tesouro!

Mesmo entre os estudiosos da história do Fusca existem divergências quando o assunto são as versões do besouro. Longe de ser um estudioso, estarei apenas trazendo o conhecimento que adquiri pesquisando na internet, nos livros e com os amigos fusqueiros. Aliás, a amizade através do Fusca é um ótimo tema para um texto, mas isso é assunto para outra hora. Vamos lá.

Em 1965 a VW lançou o "Fusca com teto solar". Tinha tudo a ver com o Brasil de sol e praias e com o apelo jovem que os comerciais de época traziam. Porém, o apelido que foi dado ao carro, "cornowagen" ocasionou a interrupção precoce da sua produção. A lenda é de que depois que o apelido pegou, ninguém mais queria um Fusca com teto solar. Dizem até que muitos que o haviam comprado mandaram fechar com chapas soldadas e trocar o forro do interior para se livrarem do terrível apelido. Assim, poucas unidades foram produzidas e pouquíssimas restaram intactas, sendo esse modelo valiosíssimo e muito disputado entre os colecionadores.

Antes disso, bem no início da década de 60, a VW oferecia três possibilidades de personalização do besouro, as chamadas opções de acabamento monocromático. O comprador podia escolher entre três tonalidades para o acabamento interno: Verde-Berilo, Verde-Turquesa e Azul-Pastel. Por fora, a cor escolhida acompanhava também o acabamento das rodas, estribos, galões e suporte dos para-choques. Por dentro a cor era aplicada ao volante, botões do painel, alavancas de câmbio e do freio de mão, puxador do cinzeiro, manivela do vidro e a manopla do ar quente, além do estofamento, é claro. Mas, com o passar do tempo, os proprietários acabavam substituindo as peças monocromáticas originais por peças comuns, descaracterizando o modelo e tornando praticamente impossível ser encontrado um "Fusca Monocromático" em estado original nos dias atuais.

Outra versão raríssima é a do "Fusca GL", que teve a produção iniciada em novembro de 1981 e descontinuada menos de um ano depois. A ideia era oferecer um Fusca mais luxuoso, com desembaçador do vidro traseiro, acendedor de cigarros, relógio, ar quente, bancos com encosto de cabeça, vidros traseiros basculantes, revestimento acarpetado, tampa do tanque de combustível com chave e acabamento de borracha nos para-choques. Estima-se que, pelo pouco tempo em produção, no máximo 200 unidades tenham sido comercializadas.

Como há muita discussão sobre o assunto, o "Fusca Pé-de-Boi", que esteve listado aqui no texto da semana passada como uma "série especial", também pode ser considerado como uma versão do Fusca de linha. O caso é que, para o tornar mais barato do que já era, a VW "depenou" o Fusca, oferecendo entre 1965 e 1968, além do modelo normal, um modelo mais em conta, voltado principalmente para os taxistas e para o interior do país. Tudo o que foi considerado dispensável na época foi retirado, desde peças cromadas até os piscas dianteiros e o espelho retrovisor. Com o passar do tempo, quem havia adquirido um "Pé-de-Boi" ia melhorando o carro, instalando os itens que faltavam, fazendo com que exemplares originais de fábrica tenham praticamente desaparecido e tornando o "Fusca Pé-de-Boi" um dos mais raros e desejados modelos.

Sabe de alguma outra versão rara do Fusca? Tem alguma história legal para contar ou mesmo uma correção ao texto? Mande para a gente aí nos comentários!

Semana que vem traremos algumas LENDAS E HISTÓRIAS PITORESCAS sobre o Fusca. Grande Abraço!

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