O debate, a doutrina, a ética e a moral

Postado por: Dilerman Zanchet

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Se tiver um programa de Tv ou rádio que eu realmente gosto de assistir/ouvir é o debate. Seja ele político, ideológico, esportivo ou de assuntos que amealham o cotidiano. Quanto mais popular, melhor, no meu entendimento.

É através do debate que se tem uma visão geral e forma-se a consciência de quem está debatendo, discutindo, argumentando seus pontos de vista. É através dele que se faz um “Raio X” da personalidade do debatedor.

Os debates que vemos por aí, no entanto, ressalvando as instituições que os promovem, estão sendo feitos com pessoas despreparadas, sem ou com pouca ética e moral ou privadas de qualquer noção de empatia. Se o assunto descambar para a doutrina ideológica, observa-se o total despreparo dos debatedores e o sufoco dos assistentes, que torcem para este ou aquele... Podendo o fato ser decidido na pluralidade.

Recentemente circulou pelas redes sociais um debate realizado em Porto Alegre, sobre a Escola Sem Partido e um projeto que circula na Assembleia Legislativa gaúcha. Uma pena que tenhamos que ver dois jovens, com posições políticas literalmente antagônicas, logicamente, se digladiando por fatos que nada tem a ver com o assunto em pauta. E o pior: mesmo em rede social, com não tão liberada regularização, faltou ética, moral e até os bons costumes, ensinados e aprendidos nas salas de aula de antigamente.

Quanto ao assunto em si, ressalto que sou plenamente favorável ao PL, por entender que na escola deve-se ensinar português, matemática, física, literatura, química, etc... Mas não se deve ensinar a formação ideológica deste ou daquele partido. Até porque atualmente, a grande maioria dos professores de história da atualidade tende à esquerda. Fato que, convenhamos, não tem nada de bom.

Enfim, escrevo e utilizo este título (O debate, a doutrina, a ética e a moral), por que se aproximam os debates eleitorais, com candidatos a prefeito, vices, presidentes de partido e afins. E por aí é que se digladiarão as ideias, os ideais, os princípios morais e éticos dos partidos políticos.

Tudo o que não precisamos ver será o embate pessoal, argumentos pífios e espúrios contra este ou aquele candidato. Contra este ou aquele debatedor.

Tudo o que precisamos é ter ética, ter moral, ter vergonha na cara para aceitar as críticas pontuais, sem, no entanto, criticar ou ofender a integridade de cada um. A partir daí se vai a ética e a moral.

A propósito: Que saudades da Educação Moral e Cívica e OSPB que tínhamos nos currículos escolares e que os “intelectuais” da extrema esquerda, formadores da Lei de Diretrizes da Educação, tiraram das salas de aula.

Com certeza, tivéssemos estas matérias sendo aplicadas aos nossos alunos por professores não tendenciosos, não precisaríamos ouvir, assistir ou ler tantas besteiras proferidas pelos propulsores de uma ideologia totalitária, divergentes de um processo democrático e plural, sem fisiologismos que vivemos até na educação brasileira.

 

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