Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda a terra! ... Modelo?

Postado por: Dilerman Zanchet

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* Dilerman Zanchet - Jornalista e radialista

Estamos vendo o Rio Grande do Sul se desmanchar. São ações e reaações que só denigrem e afundam cada vez mais o rico Estado de São Pedro. 

Saudades dos tempos em que, através da história, os gaúchos “se puxavam” e empunhavam adagas, lanças e punhais para defender a bandeira e sua “pátria nativa”.

O Rio Grande do Sul trabalha com um orçamento de aproximadamente 57 bilhões de reais, destinando três bi ao judiciário, um bilhão ao Ministério Público e 600 milhões para a Assembleia. O restante vai para o que consegue colocar na saúde, na educação, nas estradas, e no funcionalismo.

Enquanto alguns setores do funcionalismo praticamente mendigam diante dos salários, outros esnobam, abusam, corrompem a nossa história com os vencimentos mensais. Tenente Coronel da BM, na reserva, com salário em torno de 20 mil – aposentado aos 53 anos.

Um não, dezenas deles.

Funcionários graduados com mais de 15 mil de aposentadoria. Engenheiros do DAER, que não existe mais, com salários exorbitantes para nada fazer. Enfim, funcionários por pouco tempo, mas com grandes salários para muita aposentadoria.

E professores, soldados, policiais, com uma merreca mensal que mal dá para fazer as despesas de mercado.

E ali ao lado do Piratini, na Assembleia, ou na Justiça, ou no Ministério Público, deputados, assessores, juízes e promotores recebem integralmente polpudas quantias.

Pouca vergonha.

Nossos deputados gaúchos têm dezenas de assessores, reajustam seus vencimentos, aumentam a fatia de despesas de um orçamento que poderia ser reduzido em 30, 40% ao mês, sobrando dinheiro público para investir em segurança.

É a vergonha nacional! Buscar na Força Nacional a segurança que nossos antepassados construíram a ferro e fogo.

Para que mães não morram mais, através das mãos de assassinos brutais, em frente à escolas.

Para que médicas não sejam vitimadas por insolentes.

Pouca vergonha.  

Como é duro ser gaúcho sem acreditar no amanhã.

Meus professores, desde o primário até a faculdade acreditavam em um Estado melhor. Em um país melhor.

Estamos à mercê dos bandidos.

Estamos à mercê dos desmandos.

Estamos à mercê dos direitos humanos dos vagabundos, dos marginais.

Estamos à mercê do sistema. Corrupto, violento, discriminatório.  

E agora, que nos aproximamos da Semana Farroupilha, vamos cantar diariamente no Hino Rio-Grandense: “Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda a terra”.

Mas, que façanhas? Qual o modelo a seguir?

Qual o exemplo a dar aos filhos e netos, gaúchos que estamos ensinando a ter orgulho de seu Rio Grande?

Com a resposta, todos nós. Eu e você que está lendo essas linhas. Sirvam nossas façanhas, quando fizermos por merecer sermos modelo a toda a terra.

Agora não.

Agora é apenas muito duro ser gaúcho.

Agora, o Rio Grande está de luto pela falta de segurança, provocada pela incompetência de quem deveria, mais do que nunca, ser competente.

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