Impeachment: agora presidentes governarão para os deputados federais

Postado por: João Altair da Silva

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Uma divergência entre dois partidos, PT e PMDB, resultou na cassação da presidente Dilma Roussef. O PT experimentou do próprio veneno. Cassou Collor, pediu o impeachment de Sarney, pediu o impeachment de Fernando Henrique, evidente que só não solicitou o impedimento de seus próprios presidentes. Agora, chegou a vez dele. Queda de braço com o PMDB, perdeu o apoio no Congresso  e sua presidente foi posta para a rua do cargo.

Crime de responsabilidade num país como o Brasil com um estado gigantesco, cheio de ministérios, departamentos, bancos, delegacias, autarquias e tantas empresas públicas, terá sempre. É só investigar que vai encontrar, não apenas dois ou três como foi o caso do impeachment de Dilma, mas muitos.

Ou o Brasil adota o parlamentarismo onde as demissões desses chefes ocorre sem traumas, ou a instabilidade política continuará ceifando o desenvolvimento do país. Um Estado (União) que tem uma dívida de R$ 170 bilhões, precisa de investimento externo. Mas, qual é o investidor que vai aportar aqui com seus recursos, num país onde um presidente não consegue terminar o mandato?  Um presidente que tenha rusga com o Congresso não terminará mais o mandato. 

A partir de agora, os presidentes da República pensarão pouco no país, mas muito na Câmara Federal. Eles estarão sempre pisando em ovos com os deputados. Comerão na mão dos deputados federais. Bastou um deslize, perder a maioria na Câmara, divergirem com o presidente do Legislativo, que esse aceita o encaminhamento de um pedido de impeachment desses que recebe cotidianamente. A governabilidade estará cada vez pior. O loteamento do governo para satisfazer os interesses dos partidos políticos e de seus deputados, será cada vez maior. Para se manter no cargo, serão distribuídos cadas vez mais ministérios e cargos de confiança.

Esses exemplos deveriam servir para uma transição para o parlamentarismo. No Brasil, o presidencialismo não deu certo.  

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