Sartori e Schirmer: Ajustando a companheirada

Postado por: Dilerman Zanchet

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O Rio Grande do Sul foi surpreendido, na tarde desta sexta-feira, com o anúncio de que o governador Sartori escolheu César Schirmer, atual prefeito de Santa Maria, para ser o secretário de Segurança.

Ora, justamente Schirmer? Por quê?

Simples: Somente pelo fato de que a escolha foi não por razões técnicas, mas políticas. Exclusivamente políticas.

Schirmer é um “soldado” peemedebista, foi deputado, secretário, vereador e, encerrando o segundo mandato como prefeito de uma das maiores cidades do Estado. Seu grande projeto publico é servir ao partido.

Competente? Não sei.

Sei, porém, que foi durante sua gestão que tivemos, na mesma cidade em que encerrará seu segundo mandato, a maior tragédia da história do país: O incêndio da Boate Kiss. E que até agora, embora tenha sido incluído no processo de investigação, não está responsabilizado diretamente. Mas onde há fumaça....

Sartori, por sua vez - e isso prova que tirou o lugar de algum candidato competente nas eleições estaduais (tirou um incompetente, mas ficou no seu lugar), coloca uma raposa para cuidar do galinheiro, ou seja, uma pessoa que não tem qualquer competência em segurança, para ser chefe de toda a Brigada Militar, Bombeiros, Polícia Civil e Susepe.

Teria sido mais simples e simpático a Sartori (que já deveria ter voltado para Caxias), ter nomeado José Beltrame, ex-secretário da Segurança do Rio, que realmente entende do riscado e provou na capital carioca a sua competência, mas que viu, antes de dar sua resposta, as dificuldades impostas à pasta, par aceitar o convite.

Não. Não foi assim. Não quis resolver o problema da segurança, com segurança.

Coloca um soldado do partido (“eita partido bão”, tanto que tem em suas fileiras o Renan, o Cunha, o Temer e outros), acomoda a companheirada e deixa o barco andar.

E, claro, continua parcelando os miseráveis salários dos responsáveis pela segurança dos gaúchos.

É, realmente, mais uma decepção ao povo deste amado Rio Grande.

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