Brasil – Pátria amada (às vezes nem tanto

Postado por: Neuro Zambam

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O Dia da Independência do Brasil foi mal compreendido desde o seu invento. Alguns o exaltam como um feito glorioso, ao lado de outros que não o reconhecem e sequer notam relevância seja nos seus relatos, seja em relação aos personagens ou outros feitos que envolvem o evento, possível de ter existido ou não.

Os feriados no Brasil são assim, dizem pouco, não empolgam e, com frequência acelerada, o dia passa apenas como um período sem emoção. Deveríamos revê-los.

O clima de constrangimento, perplexidade e desânimo que toma conta do país nesse período se arrasta nos demais campos da ação cívica, da participação social e dos compromissos cívicos. Os valores da pátria amada seguem na mesma direção. Convenhamos. O que nos motiva a termos orgulho da nossa nação?

O feriado de 7 de setembro deste ano é um momento peculiar para percebermos que uma das causas desse contento é o fato de insistirmos nesse clima e culparmos ou outros pelas consequências das quais somos as principais causas.

Os valores que precisariam empolgar a nossa gente, palpitar no coração, animar a alma, unir gerações, revoltar contra o erro e a injustiça, condenar a má gestão da coisa pública, a traição dos líderes, a inoperância dos governos e outras dimensões, não fazem parte do nosso dia a dia.

Não se trata de lamentar o passado ou ter saudades desse ou daquele aspecto da vida, até porque o tempo não retorna. Olha para frente com a experiência de vida, as vitórias conquistadas, as aprendizagens com os erros é obrigação de todos, mas que se consagra em relação ao país. Necessitado de valores firmes, instituições fortes, governantes pelo menos equilibrados, respeito à lei, valorização da população com suas inúmeras diferenças.

O conjunto da população, embora possa não manifestar de forma clara, está encurvada diante de tantas traições e constrangimentos.

A educação para os valores e princípios capazes de mudar a vida interior e a sociedade são uma luta constante e necessária quanto mais aparecem as malversações públicas e privadas. Qualificar o ensino, envolver profissionais, amas os alunos, cuidar dos filhos, fazer amigos, valorizar o trabalho, cuidar da natureza e preocupar-se com as gerações futuras são referências básicas para o equilíbrio humano, a participação social ativa e a manutenção da esperança.

Viva o Brasil e o povo brasileiro.

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