O Fusca anfíbio da Segunda Guerra

Postado por: Júlio César de Medeiro

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O derivado do Fusca mais interessante que foi produzido para as forças alemãs na Segunda Guerra Mundial, sem dúvida, foi o Schwimmwagen, ou carro nadador.

O projeto foi encomendado em 1940 e o requisitado era um utilitário para todo tipo de terreno e que também fizesse às vezes de barco rápido. Em 1942, após alguns modelos produzidos e testados, o Schwimmwagen final entrou em produção.

Contando com tração 4x4, uma hélice traseira ligada ao virabrequim, sem portas e com uma carroceria muito bem vedada que lembrava o casco de um barco, o anfíbio com motor refrigerado a ar fez sucesso imediato no front. Podia rodar como um carro comum pelas estradas encarava com valentia os terrenos mais difíceis e ainda transportava equipamentos e tropas pela água.

Com uma capota removível de lona e estrados de madeira no lugar dos tapetes no assoalho, carregava o pneu sobressalente logo à frente do para-brisas (rebatível), para ajudar a equilibrar o peso. O escapamento foi providencialmente projetado para ficar acima da linha d’água, evitando que o compartimento do motor – também vedado - fosse inundado.

Como não havia portas, o acesso se dava literalmente pulando para dentro do Schwimmwagen, exatamente como em um barco. Porém, depois de estar em funcionamento, o carro de guerra anfíbio da Alemanha era espetacular, sendo disputado até pelas tropas americanas, assim como seu irmão terrestre, o Kübelwagen.

Quando sua produção foi encerrada, em 1944, aproximadamente 15 mil unidades do Schwimmwagen haviam sido produzidas. Porém, ao fim da guerra, a maioria estava destruída. Os que estavam funcionando foram inutilizados pelas forças alemãs para que não fossem usadas pelos americanos. Hoje, estima-se que somente 125 tenham sobrevivido, 3 deles no Brasil.

Em 2011 um exemplar restaurado por um colecionador americano esteve à venda no Ebay pela bagatela de R$300.000,00. Ficou apenas dois dias anunciado até ser vendido.

Mesmo depois de 70 anos depois do fim da sua produção, ainda hoje é um belo projeto, não é?

 

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