Independência ou morte!

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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A independência do Brasil, se deu há exatos 194 anos (07 de setembro de 1.822), o então príncipe regente, D. Pedro I, dava o histórico e libertador grito de independência, declarando ali naquele simbólico ato, as margens do Rio Ipiranga, a independência e ruptura do até então “Brasil Colônia”, com a Corte Portuguesa. Este ato ficou marcado para todos os brasileiros, como símbolo de patriotismo, independência, autonomia e soberania nacional.

Por volta de 1.808, a família real portuguesa, veio para o Brasil após ameaças da França de invadir Portugal, instalando aqui em terras “tupiniquins”, a sede da Corte Portuguesa, representada por D. João VI. Esta situação, desagradava a Corte Portuguesa, que exigia o retorno da família real para Portugal. Logo em seguida, D. João retornaria para Portugal, porém, deixou seu filho D. Pedro I, como Príncipe Regente da Colônia do Brasil. Durante o período em que esteve governando o Brasil, D. Pedro I, ganhou a simpatia de comerciantes e fazendeiros influentes, e, após receber ordens da Coroa Portuguesa, para que também retornasse a Portugal, D. Pedro acabou se rebelando, e, em 09 de janeiro de 1.822, recebeu um abaixo assinado, pedindo para que permanecesse no Brasil, onde então este declarou para o povo, com uma frase histórica: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!”. Na verdade, a população da época, tinha medo de perder alguns privilégios, além da provável alta dos impostos que seria imposta pela famigerada Coroa Portuguesa. Começava ali naquele momento, a ruptura da Colônia do Brasil com Portugal, nomeando muitos dos seus apoiadores como membros do governo e determinando que todas as ordens vindas de Portugal, passassem primeiramente por sua aprovação. Após ameaça de invasão militar, D. Pedro dá o famoso grito de “Independência ou morte!”, rompendo de vez com a predatória colonização Portuguesa.

O reconhecimento da independência do Brasil, perante Portugal e os demais países do Mundo, não se deu de maneira imediata e natural, pois Portugal nos cobrou um valor indenizatório e alguns países, relutavam em reconhecer esta independência, inclusive alguns grupos internos, que eram a favor da Corte Portuguesa e contrários a independência. A exploração de nosso País como colônia de Portugal, se deu por muitos anos, o que de certa maneira, explica o retrocesso e atraso com que nossa Nação vive ainda hoje, comparada aos chamados “países de primeiro mundo”. Hoje vivemos uma soberania plena, onde a autonomia de nosso País e sua independência, são respeitadas por todos os demais países. A nossa população, mantêm um espírito de civismo e de amor a pátria, com muito orgulho e satisfação em sermos brasileiros. Respeitamos e reverenciamos aos símbolos da Pátria, que são: A bandeira, o brasão das armas, o selo nacional e o hino nacional. Nosso povo tem orgulho de ser brasileiro, um povo alegre, pacífico e hospitaleiro, que tem suas mazelas, que sofre com as desigualdades sociais, com a crise política, econômica e moral. Que ainda vive uma democracia jovem e com uma sociedade pouco politizada, mas que sonha e espera por dias melhores. Nosso povo foi forjado desde sua origem, como um povo capaz de superar grandes dificuldades e desafios, trilhando os caminhos de nossa sociedade e escrevendo nossa história.

As comemorações da semana da pátria, nos reascendem o espírito de civilidade e de patriotismo, fazendo com que cada brasileiro e brasileira de nosso País, sinta-se orgulhoso de nossa história e de nosso povo, que é indiscutivelmente, a maior riqueza que podemos ter, que tem origem da miscigenação das raças, das culturas, das diversidades ideológicas e sociais. Como diz em um dos refrões de nosso hino: “Verás que um filho teu não foge a luta...”

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