O Grêmio é mais do mesmo

Postado por: Cristian Queiroz

Compartilhe

Em várias oportunidades usei este espaço para elogiar o presidente Romildo Bolzan. Em uma única publicação fiz críticas. Mas hoje, depois dos últimos resultados do Grêmio, não tem como fazer qualquer elogio.

E como sempre no futebol, quem paga o preço dos erros de gestão é o técnico. O Grêmio perdeu um grande técnico, desde o Tite que não tínhamos um técnico com a qualidade de Roger. Alguns afirmam que ele perdeu o comando, não conseguiu mais fazer o time jogar. Sim, de fato, mas acontece que nem o Guardiola faria esse time do Grêmio jogar, pelo simples fato de não ter qualidade técnica no elenco!

O time perdendo e o Roger olhava para o banco e suas opções eram Lincon, Batista, Guilherme, Ramiro, Henrique Almeida… mas vai fazer o que com essa gente? E esse foi o maior equívoco da direção. Tínhamos um dos três melhores técnicos da competição, e o perdemos pelos sucessivos erros de gestão. O Grêmio não contratou, não acrescentou qualidade, não planejou o futebol para 2016, e aí dá nisso. Eu não tenho duvidas de que o Roger terá muito sucesso em sua carreira.

O discurso da direção é de que 2017 é o ano para o Grêmio disputar a Libertadores com chance de título. Mas parece que esqueceram que LA não é Gauchão, que para estar na LA em 2017, precisa ser campeão da Copa do Brasil, ou ficar entre os quatro melhores do Brasileiro. E a direção planejou como chegar na Libertadores? Parece que não. O tal projeto de austeridade financeira, que nunca tem fim, e a compra da gestão da Arena, que há dois anos dizem que está próxima mas nunca se concretiza está atrapalhando demais o futebol.

Agora vem o Renato, se ele chegasse para vestir a 7 eu até me animaria. Mas ele vem para fazer o que já fez outras vezes, é mais do mesmo, vai dar um ânimo inicial, quem sabe uma cobrança mais firme aos jogadores, mas nada que possa realizar a mudança profunda que o time precisa.

Criticamos muito o Paulo Odone, mas pelo menos com ele conquistamos Gauchão e passávamos das oitavas na Libertadores. E como gestão financeira não coloca faixa no peito no final do ano, talvez o Grêmio não esteja tão no caminho certo como se fala.

EC Passo Fundo

Na última sexta-feira o presidente do EC Passo Fundo, Evandro Zambonatto, participou do programa Debate Show de Bola, afirmou que o grupo de jogadores já está sendo contratado, que apenas dois nomes que atuaram em 2016 retornarão ao Vermelhão da Serra em 2017, o zagueiro Gustavo e o atacante Jean Silva. Disse que o clube trabalha para trazer um nome de peso, como Souza, mas que possa jogar. A “promessa” mais importante feita pelo Zambonatto foi de que o Passo Fundo terá futebol profissional o ano todo!

O Passo Fundo precisa acostumar o seu torcedor a ir ao Vermelhão da Serra, e para isso precisa jogar. Fazer futebol o ano todo é uma necessidade. Time de futebol precisa entrar em campo, precisa ter um time o ano todo, não pode ser time de um mês e meio.

Hoje temos três bons exemplos no nosso estado, o Ypiranga, que por pouco ficou fora do mata-mata na série C do Brasileiro, o Juventude, que ainda vai brigar pelo acesso a B e o Brasil de Pelotas, que está fazendo grande campanha na B. O Passo Fundo precisa tomar esses times como exemplo e ir em frente, mudar o conceito, parar de jogar o Gauchão para não cair e passar a brigar por vaga nas fases finais da competição.

Leia Também Falecimento de titular de firma individual causa a extinção da execução fiscal Treinamento psicológico e o efeito no grupo A ciência como ferramenta para a sabedoria Quebra-molas são permitidos, “em casos especiais”