Líderes, políticos e heróis. Ou não!

Postado por: Neuro Zambam

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Nas últimas semanas tivemos diversos exemplos de famosos atingidos pelas armas da normalidade ou das circunstâncias que a vida prepara ininterruptamente para os homens. O afastamento definitivo da presidente Dilma Rousself, a votação na Câmara dos Deputados que afastou definitivamente o seu presidente Eduardo Cunha e, na última semana, a morte que comoveu boa parte do país, do ator Domingos Montagner. Os três acontecimentos poderiam ter sido evitados de inúmeras formas. Entretanto, seja pela fatalidade, seja pelas armadilhas do poder, estão consumados.

O passado e suas lembranças nos ajudam a amadurecer tanto do ponto de vista pessoal quanto em relação às demais áreas da nossa convivência ou atuação política.

Uma comoção nacional se justifica quando uma liderança com expressiva influência e inúmeros serviços prestados ao país é vítima de acedentes, fatalidades ou é eliminada por circunstâncias duvidosas e sem a devida explicação. Nesse campo podem ser citados sem medo de graves erros: Nelson Mandela e Mather Luter King. Ambos, na sua morte, causaram fortes reações porque relevantes foram os serviços que prestaram e suas inúmeras virtudes superam seus parcos defeitos.

A comoção por causa de um profissional, no caso um ator famoso e de talento invejável, precisa ser relativizada. Afinal, além de um exímio profissional, quais as demais referências que podemos destacar que, de fato, contribuem para o engrandecimento da coletividade ou do bem comum?

O Brasil, certamente porque não possui líderes com a destreza, competência, trajetória e serviços prestados, como os anteriormente citados, precisa glorificar aqueles que no dia de amanha estão no passado ou sua fama simboliza a frustração daqueles que buscam a fama a qualquer custo e são incapazes de buscá-la por seus próprios méritos ou com o ‘suor do seu rosto’.

A percepção desse fosso existente entre a ausência líderes e a incapacidade da população ser posições e práticas políticas duradouras ajuda explicar porque o país tem necessidade de afastar representantes que ele mesmo escolhe e glorificar heróis virtuais.

O relato que acompanhamos neste período precisa despertar para a realidade das nossas contradições. Quais os líderes que escolhemos para nossa vida? De quem cada um é líder ou referência? Por que não escolhemos líderes que, de fato, formatem nossa conduta por um longo período?

Atores são importantes. Políticos são essenciais. Pais e mães de família são indispensáveis. Dirigentes são figuras de destaque. Porém, todos são normais e limitados. Os heróis também o são, contudo sua memória atravessa gerações. Uma comunidade que não possuí líderes que a identificam e caracterizam, dificilmente terá uma população unida e organizada em torno de grande projetos e ideias.

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