Eike enterrou o PT além do pré-sal

Postado por: Dilerman Zanchet

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Se faltava uma declaração para enterrar de vez o sonho do PT voltar à presidência da República, em 2018, Eike Batista, ex-empresário, ex-milionário, ex-bem-sucedido e não sei mais quantos ex, detonou.

Ele conseguiu implodir, em uma declaração ao Ministério Público Federal, muito mais que as duras camadas rochosas do pré-sal em busca de petróleo. Conseguiu detonar, literalmente, Lula, Dilma e toda a turma de espertos e inteligentes mandatários, que conseguiram quebrar o país e uma das maiores empresas do mundo, em torno de um projeto ultrapassado, de um modelo arcaico de governo.

Eike Batista, ao ser interrogado (espontaneamente) pelos integrantes do MPF, disse que as investigações que a Lava-Jato deveriam rumar para o BNDES, pois “ali é que havia ‘rolo’”. Na verdade, o que tentava dizer, e que está sendo desvendado pela “mídia golpista”, é que o BNDES só favoreceu a quem lhe interessava, ou, a quem lhes era mandado favorecer. Delatou – e aí está um dos motivos de muitos serem contra as delações premiadas – pelo fato de ter entregado, como garantia de financiamentos, um patrimônio superior a 12 bilhões em ativos como garantias. Outros nem o relógio empenharam, disse ele. E os relógios que usam chegam a custar 500 mil reais. Somas inimagináveis para mais de 99,5% da população brasileira.

Pois é.

Eike Batista, aquele que namorou a Luma, o empresário do X, que gastava sete milhões mensais em mordomias, está mais quebrado que o arroz que muitos brasileiros têm à mesa, quando tem. Ele foi chamado pelo ex-ministro Mântega para “baixar” cinco milhões na conta do PT, ainda na campanha de 2012.

Antes disso, em um leilão promovido pela mulher de Lula, Eike arrematou um terno usado pelo ex-presidente e atual indiciado na Lava-Jato, pelo valor “irrisório” de 500 mil reais. Brincar com o dinheiro dos outros é colírio. Dois dias depois, negociava a perfuração de alguns poços no gabinete do então Presidente da República. Não relatou se estava usando o terno adquirido ou outro. Gente importante, hein?

A sagacidade do ex-empresário bem (mal) sucedido era tamanha que, não tivesse “levado nos dedos” e hoje seria um dos maiores extratores de petróleo do mundo. E quem “deu nos dedos” dele foi, justamente, o governo que ele mais ajudou e o que mais “bancou”.

Eike Batista é o típico caso do marido traído: Foi avisado, viu as fotos, ouviu as gravações mas só acreditou mesmo quando flagrou a traição.

E, neste caso, diferentemente do outro, pegou a metralhadora e disparou. Em rajadas lentas, mas altamente fatais.

Eike Batista, “o cara”, enterrou, em sua delação espontânea, o PT e seus projetos de futuro governo. Enterrou de vez Lula, Dilma, Mântega e os outros.

Quando abrirem a “caixa-preta” do BNDES, não vai sobrar ponte, aeroporto, empréstimo para Cuba ou coisa que o valha.

Tenho medo, muito medo, de que falte espaço nas cadeias para tantos ladrões do dinheiro público. 

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