Suicídio - por que não?

Postado por: Neuro Zambam

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O tema em questão é complexo e difícil de ser abordado, tanto do ponto de vista técnico quanto leigo, como é o meu caso neste espaço. Entretanto é necessário falar, discutir, esclarecer e, por mais inusitado que possa parecer, estar atento porque essa é uma realidade que pode estar bem perto da nossa convivência.

Quando ocorre esse fato a família, amigos, colegas de trabalho e outros que fazem parte das relações da vítima sentem-se envergonhados, impotentes, inseguros e, por muitas vezes, excluídos da convivência comunitária, familiar e social.

O suicídio não seria um direito que a pessoa tem e pode exercê-lo quando está convencida que não quer, não precisa ou decidiu não mais viver?

Primeiro, ter liberdade não significa agir sem limites ou “fazer tudo o que tem vontade”.

Segundo, a fé cristã ensina que a vida é dom de Deus que é confiada à pessoa para que a viva (aproveita) na sua plenitude. Sequer Deus tira a vida. O desenvolvimento das potencialidades humanas é missão de todos, sabendo que um dia a vida vai terminar. Assim precisa ser, a natureza se renova e a vida humana também. A terra não possui lugar para todos viverem ininterruptamente, da mesma forma que as matas não possuem espaço para todas as árvores. A vida precisa seguir o seu ciclo normal, ou seja, não há necessidade de usar recursos extraordinários para preservar a vida, ou como se diz, manter um corpo funcionando.

Terceiro, um pensador com reconhecimento universal – Emanuel Kant ensinou que a vida humana é um fim em si mesmo. Logo, a vida humana não pode servir a vontades individualistas e ser reduzida a objeto de prazer, consumo ou destruição.

O Professor e Psiquiatra Jorge Salton, com especial brilhantismo discorreu há poucos dias na Rádio Planalto – Programa Frente a Frente, discorreu sobre o assunto e clamou para que as pessoas sejam esclarecidas e percebam os sinais mais frequentes e ajam no sentido de prevenir e tratar sempre que necessário. Sinais como, depressão, tristeza, falta de sentido da vida, desânimos, perdas e outros.

No Brasil a realidade é alarmante porque o suicídio atinge jovens, idosos e indígenas retratados com números assustadores. Os dados dispostos na reportagem que sugiro a seguir precisam fazer parte das rodas de conversa e das observações rotineiras. Façamos isso e não deixemos que essa situação constrangedora chegue perto de nossa família e dos ambientes que frequentamos. Façamos um esforço acima do normal para contribuirmos com a prevenção e ajudarmos quem precisa.

Leia: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/suicidio-e-preciso-falar-sobre-esse-problema.ghtml.

 

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