Chegou a hora do voto!

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Neste domingo (02/10/2016), teremos uma das eleições mais importantes e esperadas pela população brasileira. Conforme o último senso do IBGE, o Brasil possui hoje, mais de 144 milhões de eleitores, distribuídos em 5.568 municípios, os quais estarão escolhendo nestas eleições, seus respectivos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Estas eleições trazem grandes expectativas, primeiramente pelas mudanças da reforma eleitoral, e também, pela mudança comportamental dos eleitores em um período pós-crise política do Brasil, embalado pelo impeachment da presidente Dilma, a cassação do deputado Eduardo Cunha e as ininterruptas fases da Operação Lava Jato, que têm resultado na prisão de vários empresários e lideres políticos de nosso País.   

  A democracia brasileira, está vivendo um de seus momentos mais marcantes e reflexivos de sua história. Trata-se de uma das maiores crises políticas já vividas pela Nação brasileira. A expectativa nestas eleições é imensa, pois ela será um “termômetro” para avaliarmos como o eleitor responderá nas urnas, o fato dos tantos desvios de condutas e ações ilícitas, promovidos por nossos representantes políticos. Além da reforma na legislação eleitoral, a grande mudança esperada está no comportamento dos candidatos e eleitores. Com relação à campanha e aos candidatos, a mudança foi visível: uma campanha mais “limpa”, com pouco material de divulgação, menor tempo de duração, visível escassez de recursos, cuidado e cautela dos candidatos no dia a dia da campanha, evitando promessas, doações ou quaisquer outras atitudes que possam vir a lhes prejudicar perante a justiça eleitoral. A moralidade tão cobrada e exigida pelo povo nas ruas, agora é posta a prova. Tanto os candidatos como os eleitores, estão constrangidos diante da grande responsabilidade pela “mudança” de comportamento, de postura ética e moral. O povo brasileiro representado pela Polícia Federal, disse não ao “jeitinho”, ao toma lá da cá. A polícia está desmantelando o sistema podre da política nacional. Está punindo com mãos de ferro os envolvidos, sem dó nem piedade, independente de quem seja.

Agora chegou a vez dos eleitores mostrarem nas urnas, o que eles reivindicaram nas manifestações das ruas. O voto é nossa arma e tem um valor inestimável. Temos que valorizar o sistema democrático ao qual vivemos hoje, pois se lutou muito para que esta geração pudesse chegar onde chegou, a uma democracia plena, onde o voto é uma garantia constitucional a todos os brasileiros e brasileiras de nosso País. A escolha pelos melhores candidatos deve ser consciente e responsável, pois as conseqüências irão recair sobre os eleitores, sejam elas boas ou ruins. Quando criticamos o nosso Congresso Nacional, por exemplo, estamos nos criticando, pois foram eles eleitos pelo voto popular. A eleição é o ápice do exercício da cidadania democrática, e o voto, o instrumento de direito do cidadão, para fazer valer sua vontade de escolha. O voto assim como sua honra e caráter, não tem preço, mas sim, valor. Devemos valorizar o nosso voto como uma jóia de valor inestimável, pois estaremos dedicando ele, a representantes políticos, que irão definir o futuro de nossas cidades, de nossas vidas pelos próximos anos. O momento é único e delicado. Não devemos agir por emoção nesta hora, mas sim com a razão. A escolha pelo melhor candidato deve observar critérios objetivos, onde a vida pregressa do candidato, seus feitos, suas bandeiras de luta e compromissos assumidos, deverão serem avaliados criteriosamente pelo eleitor, antes de definir o seu voto.

Esperamos que estas eleições sejam um marco, para a grande transformação social pela qual a sociedade brasileira tanto espera. Que os princípios de moralidade e responsabilidade,  sejam observados e efetivados na prática deste exercício de cidadania. Que os partidos e candidatos, revejam suas condutas e suas reais missões. Que os eleitores votem com consciência, em quem realmente merece representar e trabalhar pelo povo. “O castigo dos bons que não fazem política é ser governado pelos maus” (Platão).

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