Vivo na cidade dos sonhos

Postado por: Dilerman Zanchet

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Nesta sexta-feira pela manhã me senti morando no céu. Se for possível que o céu seja tão bom de morar como em minha cidade, depois de encerrada a campanha eleitoral, ou parte dela.

É uma cidade encantadora, com tudo o que a gente precisa, mas tudo mesmo.

Encontrei, ao passar em frente à escola pública, equipes da guarda municipal fazendo a segurança do trânsito, que fluía normalmente, sem problemas de congestionamento, filas duplas, etc. E a educação dos guardas de trânsito, então? Nossa, que maravilha.

Chegando à área central, ao passar por uma das avenidas transversais à principal da cidade, e tudo andando normalmente. Não havia barraca distribuindo panfleto na pista de estacionamento para automóveis, não havia congestionamentos e por isso automóveis cortando a frente de outros. Uma maravilha.

Nas ruas, a segurança pública, com dezenas de soldados bem remunerados, fardados, claro, oferecendo tranquilidade. Dava até para deixar as janelas e portas do carro abertas, tamanha a segurança que senti.

Ao chegar nas principais vias do centro, empresários tranquilos, lojas com portas abertas, seguranças com uma serenidade tamanha que chegavam a impressionar.

Há, lembrei: Para chegar ao meu local de trabalho de carro, as notícias da cidade em uma emissora de rádio. Parecia o programa A Voz do Brasil, de tantas notícias boas contadas pelos locutores e, de tantas obras e atividades desenvolvidas pelos mandatários do município. “Cosa de loco”.

Não encontrei nenhum buraco nas ruas asfaltadas, devidamente sinalizadas, o lixo adequado para a coleta seletiva que funciona como um relógio suíço, sinaleiras sincronizadas, um show, enfim.

Saindo a serviço para a universidade, no horário em que geralmente o trânsito seria complicado, tudo foi muito tranquilo. Peguei a Elevada Um, que me permitiu chegar ao prédio do Campus com muita rapidez. Ao retornar, vim pelo Túnel Dois, conseguindo retornar ao trabalho com tempo para os meus afazeres.

Há sim. Lembro que o pessoal da companhia de água e esgoto encaminhou uma correspondência (os Correios funcionavam), perguntando como estava o serviço efetuado há alguns meses, quando interligaram o esgoto cloacal das residências de toda a cidade à rede recém-construída.

E a companhia de energia elétrica informou, por e-mail, que não haverá cobrança extra pela sensacional iluminação pública.

Estranhei isso, já que recentemente retiraram todos os postes que carregam toneladas de fios de energia, telefone, tevê a cabo e outras coisas, tendo-os colocado em dutos subterrâneos. Sinais da modernidade. 

Este fato considerei relevante, já que, nos dias quentes, consigo pegar meu cachorrinho de estimação e passear pelos parques muito bem iluminados, seguros e tranquilos sem sermos importunados.

É mais ou menos assim, também, que pretendo ocupar a academia ao ar livre nas imediações de minha casa, com aquela bela pista de caminhada sempre com ótima manutenção. Mas isso só acontecerá depois do horário de verão.

Até o futsal, no ginásio municipal, poderei recomeçar com os amigos. Mas isso terá que ser à noite.

Explico: Nos finais de semana tenho compromissos com os amigos e a família no Parque de Rodeios, com chuva ou sol, assistindo shows naquele palco maravilhoso ou torcendo nos torneios de tiros de laço da cancha coberta.

Há, e sobre aquele motoqueiro que sempre andava na contramão, sem respeitar as sinaleiras e os pedestres, bem como os automóveis, e cuja fiscalização não conseguia detê-lo, me falaram que mudou de cidade.

Aí, ao amanhecer, eu acordei e fiquei muito triste.

Era tudo sonho.

Mas, observem a coincidência: Sonhei tudo isso às vésperas de mais uma eleição municipal e, confesso, acho que ouvi muitas promessas de melhorias para a minha cidade. Deve ter sido meu subconsciente.

Acordei e vi que era realmente um sonho. A realidade é bem outra.

 

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