Assaltaram a Câmara

Postado por: João Altair da Silva

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A maioria dos vereadores eleitos merece todo o respeito. São pessoas idôneas. Alguns com um extenso curriculo, histórico de serviços prestados à comunidade. Outros, são jovens, mas probos, prodígios das política. Uma parcela, no entanto, tomou de assalto as cadeiras das Câmaras Municipais.

O voto para vereador é um gesto de amor do eleitor. Para prefeito ele tem poucas opções, mas em municípios como Passo Fundo, o ato de fazer a escolha dentre 200 nomes, é um gesto de muito afeto. É um privilégio receber o voto do eleitor quando ele tem dezenas ou centenas de opções.

Pena que nos decepcionamos com essa coisa nojenta que virou a eleição para vereador. Não culpo os prefeitos porque não se pode comprar 5 mil, 10 mil, 85 mil votos para se eleger, o mesmo não ocorre, porém, na eleição legislativa. Um adesivo pequeno no carro, R$ 20,00. Um adesivo médio, R$ 40,00. O adesivo grande, aquele que cobria toda a traseira do carro, R$60,00. Filas no mesmo posto de gasolina para abastecer com vale de candidato. Essa prática nociva esteve presente na eleição de domingo, na compra de cadeiras. A sacola econômica eleitoral continua a alimentar muita gente na cidade. Dois, três mil reais, em municípios pequenos, pelos votos da família. E, os “eleitos”, se vangloriando por aí como bons de votos. Eles deveriam renunciar. Assumirem que erraram, que assaltaram a Câmara.

Não existe mágica em eleição. Candidatos que sabidamente, na raça, não fariam a metade dos votos que apresentaram, estão aí “eleitos”. Meu recado é apenas para aqueles que devem estar com a consciência intranquila ao ler esse texto. Repito, não me refiro aos bons candidatos, os que realmente fizeram votos. Ao olhar a lista dos votos, e ao receber as informações sobre o comércio de votos, tenho que respeitar muito mais as lideranças que aqui aparecem com 200 ou 300 votos, de que alguns que dispararam na eleição mas não são donos da sua votação.

Essa prática criminosa acaba retirando pessoas boas e honestas do páreo. Estava certo Darci Fagundes, filho de carreteiro nunca pôde ser doutor.  

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