A carta do petista ao PT

Postado por: Dilerman Zanchet

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O jornal Zero Hora de quinta-feira traz, em suas páginas, um artigo de Paulo Gaiger, professor, cantor, ator e, claro, petista de carteirinha. Pelo menos, até o dia em que escreveu para o referido jornal.

Na publicação, a reclamação, em um texto bem elaborado, de um partidário de mais de 25 anos, 30 talvez, que viu na estrela solitária a chance de um Brasil melhor. Assim como milhares, milhões de brasileiros, que apostaram no impeachment de Fernando Collor, dando margem à uma eleição que Lula venceu e convenceu.

Desde o discurso de posse do Luiz Inácio, com aquela falácia toda, se travestindo de bom menino, os petistas de carteirinha e seus simpatizantes, apoiadores, enfim e afins, tiveram muitos sustos. Claro que a lavagem cerebral na qual a grande maioria foi submetida, ainda faz efeito aqui ou acolá.

No entanto, observamos que o petista escritor do artigo em referência, cansou. Em determinado trecho, cita “...As contas milionárias, as viagens em aviõezinhos das empreiteiras, as palestras superfaturadas, o caixa 2, tuas amizades com a caterva que malquer estue país, as alianças de ocasião.... Você não sente? Nem vergonha? A sensação de uma faca cravada nas costas me deixa sem ação...”

Prossegue o autor, em outro parágrafo, com a seguinte frase: “...Tua empáfia, arrogância e ingenuidade messiânica de um profeta salvador delirante não te permitem reconhecer erros..”

Bem.... Qualquer leitor, por mais ingênuo e desprovido de atualidade política sabe para quem foi a mensagem.

E esta mesma mensagem, que um professor funcionário público (execrado pelo discurso do Luiz, milhares de outros), deixa transparecer, alertando seus filhos e amigos.

É a mesma mensagem que o ministro do Supremo não entendeu, ao dizer que o Ministério Público Federal fez um teatro ao publicar a denúncia.

É a mesma mensagem que deveria entulhar o caixa eletrônico da senadora Gleisi, do seu marido, do Palocci e da Dilma. A propósito, encaminhem a mesma carta à filha dela e ao genro, que usaram e abusaram do dinheiro público, enquanto utilizaram quatro excelentes veículos, gasolina, motorista e segurança por conta do dinheiro público.

E haja vergonha para tanta cara.

Aliás, haja cara para tanta vergonha.

A carta do petista, enfim, foi redigida e publicada. Mesmo que tardiamente.

E é a expressão de milhares que não tiveram a dignidade ou o dom de escrevê-la.

 

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