Fora do ar e do Brasil

Compartilhe

A necessidade de mudanças da estrutura de administração do Brasil é visível a todos. Não precisa ser politico, economista ou ter formação acadêmica para perceber o conjunto de distorções que assolam o país em seus vários ambientes público e privado, assim como, na administração das instituições e outras organizações.

A proposta de separação dos Estados do Sul do Brasil em voga desde há muito tempo, além de soar ridículo, demonstra a incapacidade de diálogo, fazer política, visão de futuro e conhecimento de outros países bem maiores que o nosso e melhor organizado e, também, de outros um pouco menores e bem organizados.

Nas aulas de geografia aprendemos exaustivamente o tamanho territorial dos países, onde o Brasil aparecia em quinto lugar. Nas aulas de história aprendemos sobre a formação do Brasil e as dificuldades de administrar um país com essa extensão.

Sob influências obscuras, quem sabe, fomos alimentando a imaginação sobre um país do sul rico, grandioso e justo. Por longo período nossos líderes políticos nos convenceram que os dos sul são diferentes porque livres do coronelismo escravocrata, das distâncias sem comunicação e do domínio do corporativismo do capital empresarial e financeiro.

A ilusão e a falta de informações conduz ao absurdo. Por exemplo, o debate doentio e ignorante sobre as vantagens de ser de direita ou esquerda. Os que apregoam a saída do sul do conjunto da federação sofrem por causa desse distanciamento e da falta de percepção da realidade.

Entre as inúmeras vantagens e desvantagens da atual exposição da corrupção no Brasil, uma aparece como vergonhosa para todos. A corrupção atingiu a todos, direita e esquerda, os do bem e do mal, os ateus e religiosos, os sindicalistas e empresários, os do sul (com mais vergonha porque eram diferentes) os do centro e do norte, e a lista poderia continuar.

A separação nunca foi uma boa solução. Nunca vi um casal convidar os amigos para comemorar ou anunciar o divórcio. Ou os filhos convidarem amigos para celebrar a saída de casa do pai ou da mãe. Ou, então, uma empresa alardear que finalmente faliu ou separou as quotas de capital e ficou menor. Um partido brindar a saída de um contingente de filiados. Uma religião comemorar que vários grupos saíram ou perdeu credibilidade.

A separação do Sul do resto da nação está nesta linha, pelo que entendo. Mas ainda existe esperança, porque se pode falar livremente sobre isso e as diferenças e ilusões geram reações.

Precisamos cuidar dos muito iguais e dos muito desiguais. Nossos líderes que ainda são equilibrados e lúcidos, nos animam a seguir adiante, construindo igualdade com diferenças.

Leia Também História sem fim Ausentes fisicamente, mas presentes na memória! STJ mantém decisão que afasta IR em uso de software por empresa Esperando demônios