Fora do ar e do Brasil

Postado por: Neuro Zambam

Compartilhe

A necessidade de mudanças da estrutura de administração do Brasil é visível a todos. Não precisa ser politico, economista ou ter formação acadêmica para perceber o conjunto de distorções que assolam o país em seus vários ambientes público e privado, assim como, na administração das instituições e outras organizações.

A proposta de separação dos Estados do Sul do Brasil em voga desde há muito tempo, além de soar ridículo, demonstra a incapacidade de diálogo, fazer política, visão de futuro e conhecimento de outros países bem maiores que o nosso e melhor organizado e, também, de outros um pouco menores e bem organizados.

Nas aulas de geografia aprendemos exaustivamente o tamanho territorial dos países, onde o Brasil aparecia em quinto lugar. Nas aulas de história aprendemos sobre a formação do Brasil e as dificuldades de administrar um país com essa extensão.

Sob influências obscuras, quem sabe, fomos alimentando a imaginação sobre um país do sul rico, grandioso e justo. Por longo período nossos líderes políticos nos convenceram que os dos sul são diferentes porque livres do coronelismo escravocrata, das distâncias sem comunicação e do domínio do corporativismo do capital empresarial e financeiro.

A ilusão e a falta de informações conduz ao absurdo. Por exemplo, o debate doentio e ignorante sobre as vantagens de ser de direita ou esquerda. Os que apregoam a saída do sul do conjunto da federação sofrem por causa desse distanciamento e da falta de percepção da realidade.

Entre as inúmeras vantagens e desvantagens da atual exposição da corrupção no Brasil, uma aparece como vergonhosa para todos. A corrupção atingiu a todos, direita e esquerda, os do bem e do mal, os ateus e religiosos, os sindicalistas e empresários, os do sul (com mais vergonha porque eram diferentes) os do centro e do norte, e a lista poderia continuar.

A separação nunca foi uma boa solução. Nunca vi um casal convidar os amigos para comemorar ou anunciar o divórcio. Ou os filhos convidarem amigos para celebrar a saída de casa do pai ou da mãe. Ou, então, uma empresa alardear que finalmente faliu ou separou as quotas de capital e ficou menor. Um partido brindar a saída de um contingente de filiados. Uma religião comemorar que vários grupos saíram ou perdeu credibilidade.

A separação do Sul do resto da nação está nesta linha, pelo que entendo. Mas ainda existe esperança, porque se pode falar livremente sobre isso e as diferenças e ilusões geram reações.

Precisamos cuidar dos muito iguais e dos muito desiguais. Nossos líderes que ainda são equilibrados e lúcidos, nos animam a seguir adiante, construindo igualdade com diferenças.

Leia Também A ciência como ferramenta para a sabedoria Quebra-molas são permitidos, “em casos especiais” Passo Fundo Futsal/Fasurgs/Zamil: uma grande equipe nos representou em 2017 A Taça Maldita!