Acidentes de trânsito: Da perícia I

Postado por: Gilmar Teixeira Lopes

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Para o deslinde de um acidente de trânsito é de crucial importância a prova pericial, pois é através dela que muitas vezes se liquida o assunto. Porém, o “expert” deverá se valer de dados elementares e de premissas verdadeiras, sob pena de comprometer o seu trabalho, os cálculos finais e o resultado apurado.

Esta prova deverá ser efetuada de forma mais completa possível e, especialmente, que venha a ser aceita a conclusão a partir do conhecimento exarado convencendo até mesmo ao leigo. Lembrando, naturalmente, que o perito deverá evitar de fazer algum julgamento ou formular culpa a respeito do fato, uma vez que esta tarefa pertence à Justiça.

Entre os dados apurados previamente estão a interpretação de vestígios no local, a dinâmica do acidente, as condições da via e veículos, sentido de fluxo, sinalizações, marcas de frenagens e/ou derrapagens, fotografias apuradas, danos (amassamentos e o sentido destes – para caracterizar a colisão, abalroamento, impacto por fricção, etc), bem como se o local restou preservado (sem a retirada dos veículos ou limpeza da via, uma vez que, algumas vezes, os usuários acabam jogando as partes danificadas dos veículos em outras posições com objetivo de liberar parcialmente a via).

Dentro do contexto dinâmica do fato, o perito deverá levar em consideração a interação veicular, as variáveis relacionadas aos ângulos de entrada e saída dos veículos e, principalmente, o local de parada final e o ponto de impacto. O ângulo de aproximação, saída e suas consequências (deformação e arrastamento a partir do peso e massa) possuem uma relação com a velocidade. Num acidente é possível apurar, a partir dos danos, peso e massa, a velocidade dos veículos na aproximação e no embate final.

 

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