A esquerda, o PT e o cavalo pangaré

Postado por: Dilerman Zanchet

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Difícil fazer entender, aos incautos de plantão, que a democracia é a livre expressão da verdade de cada um e que o poder emana do povo e para o povo.

Tenho tentado, diuturnamente, mostrar aos olhos dos leitores deste espaço, que não é um político de direita ou de centro, ou tampouco de esquerda, que vai me fazer a cabeça e que eu terei que aceitar a lambança promovida neste país.

Sempre escrevi que não tenho político ou ladrão de estimação, vista ele a bandeira vermelha, verde, azul, ou colorida. Não me dou ao tempo perdido de ficar discutindo com extremistas, de direita ou de esquerda, enquanto tento pregar a voz da democracia e da moralidade e ética em um país chafurdado na lama política.

Partidos? Há sim. Partidos, como PMDB, PP, PSBD, PDT, PCdoB, PT, P isso e P aquilo, são todos iguais. Diferem-se no papel doutrinário. Mas e o que é doutrina na casa dos vendilhões morais? Nada.

No entanto, as baterias voltam-se, novamente, ao PT. É triste, doido, enfadonho ler a cada dia alguns incautos ainda tentando defender o indefensável. Haja saco. Bem pior que isso é, no entanto, amealhar-se das redes sociais para tentar justificar uma ação própria dos que escondem a cara através de um perfil falso.

E isso nunca vou perdoar. Mesmo que seja meu amigo. Porém um amigo meu não faz isso. Sei escolhê-los. E os tenho de todas as vertentes: esquerda, direita, centro, de fora ou de dentro.

Porém, nem um, nem dois amigos petistas declararam, nos últimos tempos, sentirem-se desiludidos, tristes, traídos até, diante do cenário político atual. Totalmente desnorteados, não sabem mais para onde correr nem o que falar. Agarrou-se a um ideal que foi reduzido e personificado em algumas figuras. Colocaram todas as suas esperanças em um partido. Pior, em uma pessoa e seus ajudantes. Apostaram todas as suas fichas em um cavalo tão ou mais pangaré que os outros e o defendiam com unhas e dentes, olhos fechados e punhos cerrados, bradando palavras de ordem e clamando por liberdade. E agora estão sem pai nem mãe. Esvaíram-se suas convicções. Despedaçaram-se seus ídolos. Acabou-se a utopia. Revelou-se falso o profeta. E agora, até os mais orgânicos defensores do programa do partido sentem na pele a penúria e pobreza em que ajudaram a afundar esse país. Sempre foi roubado, saqueado e serviu a interesses particulares esse Brasil. Mas muito mais descarada e aviltosamente nos últimos anos.

Alguns desavisados, ou desmiolados, como queiram, persistem disseminando o velho discurso da dicotomia de pobres x ricos, direita x esquerda, proletário explorado x empresário explorador e defendendo que seria melhor se nada houvesse acontecido. Querem me fazer acreditar que foi um erro. Pois é só isso que posso concluir do discurso insano que ouço!

Eita pangaré!

Para esses que agora bradam "foi golpe", "bom era antes do impeachment" e "agora vamos sofrer como nunca antes na história desse país". Para esses que, demitidos do protagonismo politico, agora se recostaram em suas poltronas estofadas de vermelho e fumam seus charutos cubanos despreocupadamente, enquanto degustam seu "Chivas Regal" e fazem post´s de uma oposição vazia e que não contribui em nada, usando seu Iphone, fazendo o que sabem fazer de melhor que é se lamentar e apontar o dedo, deixo meu recado: não terminamos. Não descansaremos nem nos faremos de vítimas até remover TODA essa geração de políticos corruptos que elegemos e que nos traíram. Extirparemos toda essa corja. Roubaram-nos quase, eu disse QUASE, toda a esperança.

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