Fanatismo e equilíbrio

Postado por: Neuro Zambam

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A Guerra Fria foi um período que dividiu o mundo entre o certo e o errado, o capitalismo e o socialismo, Deus e o diabo, bons e maus e outras categorias cuja memória é desagradável, embora necessária, educativa e corretiva.

Essa divisão foi tão marcante que levou alguns historiadores e pessoas influentes afirmarem que o século passado terminou com a queda do Muro de Berlim. O lamentável é a construção de outros muros pelo mundo afora que envergonham as relações humanas, os avanços tecnológicos e outras relevantes conquistas s da humanidade.

No Brasil a repercussão parece demonstrar que o Século XX ainda não terminou. Não atravessamos o ano 2000 e ainda estamos visualizando a possibilidade de o mundo terminar em pouco tempo.

Essas divisões são tão ridículas que o próprio apelido entre grupos rivais deveria deixar as pessoas constrangidas – coxinhas e mortadela.

As divisões entre grupos rivais com consequências em outras áreas como as relações humanas, de família e na rotina das cidades e outros ambientes não faz bem a ninguém. As inúmeras formas de convergência são mais produtivas em todas os ambientes.

Sabendo que somos contra as guerras, como podemos alimentar divisões, inimizades e disputas sorrateiras que prejudicam, dividem e afastam pessoas, grupos e ideias?

No Brasil, as posições levadas a termo entre os grupos apelidados acima têm suas consequências na situação constrangedora que o país se encontra nesse momento. Uma eleição pra presidente rodeada de suspeitas e contratempos; um Congresso recheado de corrupção, um presidente que não aparece, assim como, outras situações mal resolvidas.

Os protagonistas em meio à crise, que deveriam atuar com lucidez, dividem-se em radicalismos que mais parece jogo de cena. As acusações ou convicções, não se sabe o que é o certo, entre direita e esquerda deixam a situação ainda mais confusa porque na soma das atuações e analisando as alianças nos municípios, Estados e em Brasília, “as mãos” se abraçam, apertam e aproximam tanto quanto as nossas mãos físicas. A diferença é que as nossas quando juntas e próximas acalentam, oram e unem. Aquelas, quanto mais unidas, mais geram desconfianças. No entanto, aquelas novamente, quanto mais distantes, mais nos envergonham.

A busca pela unidade é um ideal que motiva pessoas e grupos. Entretanto, não se pode confundir unidade com uniformidade, tanto quanto, divergências com divisões.

Pessoalmente, gosto de debater com pessoas divergentes. Tenho dificuldades de debater com convergentes, ainda mais quando as convicções não aparecem ou aparecem sem entusiasmo. O melhor é buscarmos a unidade na diversidade, afirmando nossas crenças e exercitando a tolerância.

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