O que representa a prisão do ex-deputado federal Eduardo Cunha?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Nesta quarta-feira (19), o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teve sua prisão preventiva executada pela Polícia Federal, em mais uma fase da Operação Lava Jato, sob o comando do juiz federal Sérgio Fernando Moro (juiz de 1ª instância da cidade de Maringá no Paraná). Esta ação consolida de uma vez por todas a credibilidade e seriedade da operação, perante a opinião pública. A tentativa desesperada de alguns poucos defensores do governo Lula e Dilma, de colocarem dúvidas nas ações da Lava a Jato e na imparcialidade do juiz Sérgio Moro, perde a força e o foco do discurso com a prisão de Cunha; Também desmistifica a perseguição partidária e ideológica.

Após mais de dois anos do início da maior operação contra a corrupção política, já realizada em nosso País, a Operação Lava a Jato, que realizou a sua primeira ação ostensiva em 17 de março de 2014, chega a uma fase de maturidade e credibilidade perante a sociedade brasileira e a comunidade internacional. A prisão de Cunha, vem após uma maturidade da operação, onde os atores envolvidos e responsáveis pela condução das investigações, realizaram centenas de diligências no território brasileiro, executando mandados de busca e apreensão, de prisão preventiva, temporária, conduções coercitivas de testemunhas, além de bloqueios de bens dos acusados. Concomitante a prisão preventiva do ex-deputado, foi decretado o bloqueio de bens de Cunha, no valor de R$ 220.677.515,24 (Fonte: noticias.uol.com.br). A argumentação do juiz Sérgio Moro, para a prisão preventiva de Cunha, foi a de que ele, embora já estivesse afastado, ainda detinha de poderes e influências capazes de obstruir a justiça e a investigação, intimidando potenciais testemunhas. Às investigações da Operação Lava a Jato, só chegaram aonde chegaram, graças a lei da delação premiada, regulada pela lei nº 12.850 de 2 de agosto de 2013, a qual regulamentou benefícios aos delatores envolvidos em esquemas criminosos de corrupção.

O juiz Sérgio Moro, tornou-se uma personalidade reconhecida a nível mundial. Conforme a revista americana Time, Moro foi listado dentre as 100 personalidades mais influentes do mundo, sendo o único brasileiro nesta lista. Na revista norte-americana “Fortune”, Moro aparece em 13º colocado dentre as maiores autoridades mundiais. Toda esta credibilidade e prestígio de Sérgio Moro, além da admiração quase que unânime do povo brasileiro, faz com que muitas autoridades nacionais, sintam uma certa “inveja” de Moro, por ele, mesmo sendo um mero juiz de 1º instância, estar conseguindo fazer uma verdadeira revolução ética e moral na política brasileira. O cidadão Sérgio Moro, está fazendo o que muitos outros juízes e autoridades do Brasil gostariam de fazer e não fizeram por falta de oportunidade, competência ou coragem. Nós brasileiros, só temos a agradecer a esta seleta e admirável personalidade e sua equipe, que tanto tem orgulhado a nossa nação brasileira. A nossa geração, sentirá orgulho em dizer que fomos testemunhas oculares desta operação, que está sendo e será, um verdadeiro marco histórico para a sociedade brasileira, promovendo a justiça e recuperando a credibilidade das instituições públicas, além de banir da vida pública, aqueles que agiram de forma ilícita, lesando os cofres públicos.

O Brasil está dando um belo exemplo para o mundo, de democracia, autonomia dos poderes, liberdade de imprensa e aplicabilidade da justiça. A prisão de Cunha e de outras personalidades políticas e empresariais, demonstra a imparcialidade e eficiência da lei. Agora precisamos retomar o desenvolvimento e o resgate da autoestima dos brasileiros, com a retomada do emprego para os milhões de desempregados, a ampliação das políticas de inclusão social e a retomada urgente da ordem na segurança pública de nosso País. Que venham as próximas prisões dos envolvidos, exaltando a justiça e deixando bem claro a todos, de que o crime não compensa. “Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente” (Sócrates).

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