TV Câmara: aumentando a estrutura de gastos

Postado por: João Altair da Silva

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A Câmara de Vereadores de Passo Fundo está prestes a implantar a TV aberta. Um custo alto para os cofres públicos. Me chamou a atenção que ontem foi feito um remanejamento de verba no orçamento do Legislativo e foram retirados R$ 300 mil da rubrica da TV. Ora, se foi possível retirar esse montante e mesmo assim viabilizar o projeto de instalação da TV, fico imaginando de quanto é a verba para esse fim? Dinheiro público. Mas, o gasto de instalação ainda não é o maior. O problema é a criação de uma estrutura de gastos que não terá fim. Terá um custo mensal alto. E o retorno, como se sabe de toda a rádio e TV pública é sempre pífio. A TV Piratini hoje é um estorvo para o governo do Estado. Não tem audiência e um custo altíssimo. Não sabem o que fazer com uma centena de funcionários. Lula criou a TV Brasil e a audiência tem oscilado entre 1% e 2%. Universidades entraram nesse meio e estão saindo fora porque não podem vender mídias.

O projeto anda na contramão da racionalidade dos serviços públicos. Em época de estabelecimento de teto, de limite de gastos, a Câmara de Passo Fundo está prestes a criar mais uma estrutura cara. A gestão pública nacional anda no outro caminho, da privatização de rodovias, de aeroportos.

TV e rádio são negócios para a iniciativa privada e não para o poder público. Começa de vagar, amanhã ou depois, fazem concurso, contratam novos servidores que depois não poderão ser demitidos. Tudo indica que a tendência é que os tradicionais veículos de comunicação cedam cada vez mais espaços para as mídias de internet e aí o peso para o município ficará.   

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