A morte de um ente querido

Postado por: Caroline Garcia Silva

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É notável o aumento do volume de pessoas buscando o atendimento psicológico, recorrente da experiência do luto.

Quando perdemos um ente querido, nos referimos não à dor física produzida pela estimulação de terminações nervosas, mas à dor com sentido, com razão de ser e significado para a nossa subjetividade, com sentimento de pesar, de aflição, tristeza e desgosto. É uma dor inominável, ela é sentida, vivida.

A maior fonte geradora de sofrimento humano é a morte. Os estudos sobre a morte e o morrer (Küller-Ross, 2002) implicam a preocupação sobre o enfrentamento dos sobreviventes à perda como processo de luto.

Segundo Gorge Engel (1961) “a perda de uma pessoa amada é psicologicamente traumática”, aponta o luto como sendo um desequilíbrio do bem-estar geral do homem, sendo assim o processo de luto equivalente ao de cura na busca do equilíbrio.

É importante ressaltar a compreensão do luto como um processo, vivenciado de modo singular e essa vivência não pode ser considerada doença. Segundo Parkes (1998), não podemos estabelecer padrões e modelos para  ser humano reagir à perda do ente querido ou considerar as reações apresentadas como  patológicas “é arriscado medicalizar, as crises normais da vida e tratar o luto como uma doença”.

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