É necessário consultar a população!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Na última terça feira, 25 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos. A primeira votação foi antecedida por um jantar para convencer os indecisos. E não foi o bom e velho carreteiro, comum ao povão gaúcho. Foi algo mais substancioso e “caro”, pago pelo contribuinte.

A segunda votação foi antecedida por um coquetel na casa do Presidente da Câmara. Certamente junto como convencimento foram feitas algumas “promessas” aos parlamentares, ainda não conhecidas pela maioria da população. Não imaginem que foi o “amor ao Brasil, à família e aos bons costumes” que congregou grupo.

A PEC 241 foi aprovada e segue para o Senado sem que tenhamos ideia do grau do corte que será feito nos investimentos públicos em áreas importantes, influenciadoras das condições de vida dos brasileiros. Sobre isso não foi dito tudo. Vamos descobrindo a medida do tempo. O veneno terá efeito prolongado e mais uma vez a população não foi chamada a opinar sobre algo que interfere na sua vida.

A Reforma da Previdência Social é outro projeto que está a caminho. Se aprovada, as consequências estarão mais visíveis. Terão direito a aposentadoria os trabalhadores do sexo masculino que atingirem 65 anos de idade ou, 60, no caso das mulheres. Existe a possibilidade de ter uma regra única, 65 anos, para ambos os sexos. Valerá para todos, desde do operário que trabalha em condições insalubres e, por isso, com risco de perder o vigor físico precocemente, até outras profissões exercidas em condições menos adversas.

Tudo indica que não será discutido com a população segundo mecanismos dispostos no artigo 14 da Constituição Federal. Mais uma vez teremos leis que interferem de forma direta vida dos brasileiros, votadas por um parlamento comprovadamente alheio ao que pensa a maioria da população.

Estes fatos revelam a urgência de uma reforma política e também a regulamentação dos mecanismos constitucionais que garantam um mínimo de debate de assuntos que dizem respeito a vida dos brasileiros.  

 

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