Sobre as relações entre pensamentos, sentimentos e comportamentos

Postado por: Israel Kujawa

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As complexidades e as compreensões controversas que envolvem as diversas dimensões da existência e do comportamento humano, contribuem para as discussões das mesmas estejam presente em círculos reduzidos.  Estas dimensões são objetos de estudos e pesquisas que perpassam o conjunto das grandes épocas da história humana. De modo simplificado, pode ser dito que as pesquisas ocorrem isoladamente ou priorizaram o pensamento e o comportamento de forma dicotômica. Em especial, a partir da racionalidade moderna, localizado no pensamento de Rene Descartes e no empirismo, consolidado pela filosofia positiva, a dicotomia entre pensamento e o comportamento foi acentuada e o sentimento foi negligenciado.

O cérebro humano, movimentado através dos sentidos (em especial a visão e audição) processa mentalmente as informações, a partir de pensamentos e sentimentos anteriores. Os dados armazenados na memória, são parte importante na produção de uma conclusão sobre os acontecimentos. Se houver coisas boas na memória, relacionadas a um determinado evento, é provável que os pensamentos sejam levados a concluir que um novo evento seja bom. Mas, quando as informações armazenadas na memória dizem coisas ruins sobre o evento, os pensamentos são levados a conclusões com sentido idêntico. Muitas vezes, as pessoas não querem fazer algo porque estão deprimidas ou entediadas e alimentam o pensamento de que nada é bom ou traz prazer. Se tais pessoas fossem levadas a desenvolver alguns comportamentos prazerosos, é provável que o desenvolvimento de emoções boas modifique os pensamentos.

Os processos cognitivos (pensamentos), em grande medida, ocorrem de forma automática. No entanto, antes que um pensamento domine a percepção do evento, deve ser considerado que o mesmo pode ter mais de uma interpretação e que, nem sempre, a relação entre ele e o que já está na memória será igual. Sentir, pensar e se comportar (ou vice-versa) é algo que pode definir o bem-estar do indivíduo. Nem sempre o pensamento concorda ou gosta do sentimento e nem sempre, sentimos ou gostamos de como deveríamos nos comportar, mas, por sermos dotados de consciência, devemos nos comportar com o objetivo de atingir a harmonia e a normalidade.

O pensamento, representado por meio da linguagem, exerce influência no comportamento e na existência em geral. Ele pode motivar ou desmotivar, agilizar ou retardar, levar alegria ou tristeza. Os pensamentos formam um processo complexo, compreendido como mente. Alguém que não pensa pode ser entendido como alguém sem mente. O pensamento, o sentimento e o comportamento estão intrinsecamente ligados, de forma que a alteração em uma destas dimensões existenciais implica na mudança de outra. Muitas vezes, as pessoas não percebem esta relação e agem por influência de um pensamento ou de uma emoção, sem saber ou estabelecer relações com as dimensões que motivaram o comportamento.

 

 

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