A memória que nos edifica!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Celebramos nesta semana o dia de finados. Oportunidade de fazer a memória dos entes queridos que deixaram marcas em nós.  Esta memória compreende a oração pelos nossos e por todos os falecidos, uma obra de misericórdia.

A memória deve estar ligada a uma história de vida, uma construção em comum. Fizemos parte da história da pessoa que partiu. E ela fez parte da nossa história, com maior ou menor intensidade.  Trocamos experiências, conhecimentos e saberes. Esta história vivida em comum motiva a memória. Não estão presentes fisicamente, mas estão na lembrança e no coração. É um ato de respeito e consideração em relação a pessoas que fizeram parte da nossa vida.  Tem sentido de fazê-la.

 Caso nesta convivência tenha acontecido desencontros, ofensas e rompimentos, vale o exercício do perdão. Não é conveniente carregarmos mágoas, ódios. Isto vai matando aos poucos. Perdoar os vivos fortalece os laços de afeto. Perdoar e pedir perdão aos que morreram acalma nossa alma. Torna a vida mais leve. Fazer memória, por vezes, exige o perdão. Neste sentido ela nos edifica e nos faz melhores.

A memória leva a oração. Rezar pelos mortos é o diálogo com o Pai tendo presente aqueles que nos precederam. É uma oração que liga a vida e a morte tendo como horizonte a ressurreição.

Rezamos pelos mortos mediados pelo carinho, por uma história comum e acreditando na ressurreição. Esta é o horizonte ultimo de todos os homens e mulheres de fé.   

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