A invasão manipulada das escolas

Postado por: Dilerman Zanchet

Compartilhe

Foi assim aqui no Rio Grande do Sul, às vésperas do impeachment da Dilma, quando grupos de alunos, liderados pelas organizações estudantis, invadiram prédios públicos e tomaram as salas de aula para si. Usaram a pouca comida que ainda tinha nas escolas, quando tinha, energia elétrica, água e gás. Utilizaram a estrutura paga pelo contribuinte para fazerem valer o que chamam de ato democrático e pela melhoria do ensino público. Agora é no Paraná, em escolas públicas e em algumas federais do RS.

Coincidência ou não, contaram com o apoio da esquerda militonta, que apoiou os invasores, oferecendo sua “condição moral” de arrogantes intelectuais desprovidos de enxada ou machado. Sim, pois muitos deles só merecem esta ferramenta. Teria pena dos que produzem com elas. E não ficou por aí. Utilizaram os mais tontos, sonsos, desprovidos de personalidade e cujos pais, em sua maioria, não lhes deram a educação familiar de ética e valores morais, para se fazerem de importantes invasores.

Ora. Porque não invadiram escolas particulares, pedindo a tão igualitária educação e salário para os mestres, como reza o socialismo? Porque a grande maioria deles não teria capacidade (não financeira) para frequentar estas escolas. Claro que não, pois em algumas delas não é permitido usar o IPhone em sala de aula. Tampouco matar aula sem propósito como gostam os líderes destes movimentos.

A justificativa pífia de ser contrários à aprovação da PEC 241 (no Senado transformou-se em 55), faz com que apenas sejam mais manipulados ainda.

Por quê?

Porque não leram o Projeto de Lei, não conhecem o assunto e tampouco esquecem que, há um ano e meio, enquanto Dilma era presidente, bilhões de reais foram retirados das ementas Educação e Saúde. Porém, ninguém dos atuais manipulados, foi às ruas para gritar. Tampouco invadir e ocupar.

Há alguns meses, escrevi neste espaço, dizendo que não me foi permitida a entrada quando invadiram algumas escolas daqui. Seus defensores me questionaram, vaiaram, até ofenderam minha dignidade (coisa que só eles sabem fazer, mesmo!), mas não encontraram uma justificativa cabível para isso. E eu nem estava defendendo o governo. Eu apenas questionei. E defendi aqueles que querem terminar o ensino médio e prestar vestibular, Enem, etc.

Os “alunos” ocuparam mais de 400 escolas no Paraná. O motivo é o mesmo. A menina que discursou na Assembleia Legislativa de lá, ofendendo a moral dos deputados presentes, foi apresentada posteriormente como filha de um militante do PT. Inclusive recebeu um telefonema do Lula.

Hahahaha.

Baita referência.

Talvez seja uma das futuras ocupantes de uma cadeira na Harvard.

Uma anarquista digna de quem não sabe lavar a louça do almoço. Ou lavar a .... que usa. E o líder das ocupações, nada mais é do que outro pau mandado da esquerda.

Arruaças, desfiles de meninas peladas, rapazes só de cuecas, a mais pura e indefensável manifestação da promiscuidade, da baixaria, da inconformidade com as regras e com a moral. É isso que se vê e se assiste, protagonizados por quem deveria estar em uma sala de aula, estudando, questionando, aprendendo e tentando tirar o país do rol dos piores em educação de todo o mundo.

Não vi nenhum agitador invasor defender a qualificação de professores, o aumento da quantidade de períodos letivos, a melhoria e o aprofundamento dos currículos escolares, das pesquisas. Enfim, nenhuma manifestação por um ensino que realmente ensine. 

Não. Isso não é legal. Legal é questionar, agitar, badernar e gritar que querem melhorias na educação. Claro, sempre capitaneados por alguns professores que não merecem ser chamados de tal. Aproveitadores de um concurso público com estabilidade no emprego e com mordomias bastante diferentes do sofrimento de um trabalhador da iniciativa privada.

São marionetes de ocasião. Daqui há pouco outro partido patrocina uma mudança e lá estarão eles de novo, agitando suas bandeiras. Massa de manobra. Em abril de 2015, quando Dilma era presidente, seu governo cortou 1 bilhão da educação, 1,2 bilhão da saúde e nem os banheiros das escolas foram ocupados.

E uma representante da UFRGS vai ao jornal dizer que o MEC cortou as verbas neste mês. É desinformada, mal intencionada e manobrada. E haja MC Donald’s e tênis Nike para eles.

 

 

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito