O fenômeno Donald Trump

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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O mundo acordou atônito nesta quarta-feira (09/11), com a surpreendente vitória do republicano Donald Trump nas eleições para presidente dos Estados Unidos (EUA). A vitória de Trump sobre Hillary Clinton, acendeu um sinal de alerta para toda a população mundial, que vê no resultado das eleições americanas, a vitória de um discurso conservador, radical, intolerante com as minorias, machista, xenofóbico e extremamente new liberal. O discurso extremista, levou o candidato vitorioso a ter grandes índices de rejeições dos americanos e também, de lideranças internacionais, porém, não lhe tirou a vitória nas eleições presidenciais.

A crise americana e o “sonho americano” capitalista, levaram o bilionário Donald Trump a uma vitória surpreendente. Agora nos resta aguardar e observar o comportamento dele como presidente eleito, onde a começar pelo discurso da vitória, o tom já mudou, adotou um discurso moderado, dizendo que irá governar para todos os americanos. Quanto a comunidade internacional, a grande expectativa está na postura que os EUA irão adotar com relação as intervenções em outros países, onde se espera que haja uma continuidade nas ações pacificadoras e de colaboração com a preservação ambiental, embora na campanha, Trump tenha dito ao contrário. O resultado inesperado das eleições americanas, nos sinalizam uma tendência mundial, de decadência das políticas dos partidos de esquerda. O século XXI foi marcado por insurgências de massas que clamam por mudanças, porém, o fracasso das políticas econômicas e de inclusão destes governos, está levando a população mundial a mudar o comportamento, apostando em novos discursos e ascendendo a “onda conservadora” em nível global.

O efeito Trump nos EUA, aqui no Brasil, pode ser traduzido como efeito Bolsonaro. O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC/RJ), com seus discursos extremistas de direita, nunca esteve com tanta popularidade como se está hoje. Nas redes sociais, é um dos mais populares,  aproveita a crise política nacional, para fazer discursos e defesas populistas de projetos, que agradam a maioria da população, mas ferem os direitos constitucionais das minorias. O Brasil vive hoje, um momento político ímpar em nossa história, impulsionado pela Operação Lava a Jato da Polícia Federal, que desmascarou inúmeros líderes políticos e empresários de renome nacional, provocando uma verdadeira “depuração” ética e moral dos quadros políticos brasileiro. A população descrente e decepcionada com a nossa política, deixou margem para que os representantes políticos dos partidos de direita, ascendessem ao poder, os quais conquistaram a maioria dos espaços no executivo e legislativo, destas últimas eleições municipais. Por aqui, também aguardamos ansiosos e temerosos com os rumos políticos de nosso país, com os direitos adquiridos dos trabalhadores, com os rumos das políticas em educação, segurança e saúde, além da expectativa pela superação da crise financeira.

A previsão dos críticos para a política internacional não são nada animadoras, algumas ilárias como: “se a população mundial ficou chocada com o 11/09, espere para ver o estrago do 09/11”, fazendo um trocadilho de datas com o fatídico 11 de setembro. Aqui no Brasil, a situação é crítica e desesperadora para alguns estados, que não vêem solução para a crise, sem uma ajuda imediata do governo federal, para pagamento do funcionalismo e investimentos em setores estratégicos dos governos.

“Na falsa democracia mundial, o cidadão está à deriva, sem a oportunidade de intervir politicamente e mudar o mundo. Atualmente, somos seres impotentes diante de instituições democráticas das quais não conseguimos nem chegar perto.” Saramago, José – Época (2005).  

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