Trump, coxinhas e mortadelas

Postado por: Dilerman Zanchet

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Minhas caixas de mensagens na internet encheram-se de postagens, nos últimos dias, pela eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos. Surpreendentemente, para todo o mundo, esta eleição.

Ocorre que o sistema eleitoral americano é diferente do brasileiro. Tanto na forma de votar e ser votado, como na formação das cadeiras dos delegados, que conduzem o cidadão ao governo.

Eleger Trump em detrimento de Hillary foi um tiro certeiro nas convicções da esquerda americana. A mulher representa, no contexto dos Estados unidos, aquilo que o povo não quer.

Porém, ela teve uma postura elogiável. Altamente elogiável e digna dos mais sinceros reconhecimentos, na medida em que aceitou o resultado das urnas e ainda cumprimentou o “oponente”, colocando-se à disposição para ajudar. Ela tem inúmeros serviços prestados aos americanos. Mas o povo não quis. Deve-se respeitar a vontade dele.

Aqui, na última eleição presidencial, Aécio não só deixou de cumprimentar Dilma, como fez oposição ferrenha ao governo. Também pudera. Em meio á campanha, o tiroteio foi de todos os lados.

Mas, nos EUA, ainda há de se registrar que lá são somente dois partidos. Eles decidem, definem, escolhem. Se acertada ou não a eleição de Trump, só o tempo dirá. Já mudou o tom, já diminuiu as críticas. E até já se mostra um novo político. É de se aguardar, repito.

Mas, por outro lado, e traçando paralelos, vi em várias das mensagens citadas, pessoas que não sabem eleger um vereador, opinando sobre os EUA.

Li diversas postagens comparando a derrota de Hillary ao impeachment de Dilma. Como se fosse tudo a mesma coisa. Há de se destacar que ela era favorável ao aborto e etc.

Meu espanto é: Aqui não pode, mas lá, pode!

Isso se faz necessário dizer, na medida em que grande parte dos pseudo intelectuais, que desconhecem a liberdade individual e a própria Constituição Federal.

No Brasil, na concepção geral, ou você é a favou ou é contra. Ou é esquerda ou é direita. Isso é errado. Pensar, falar, agir é fundamento. Agredir, ofender, não!

Se fosse no Brasil, a eleição americana seria afunilada entre mortadelas e coxinhas. Uma pena que ainda sejamos tão unilaterais.

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