Liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum

Postado por: Maria Vani Gehlen Ramos

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O tempo litúrgico, chamado Tempo Comum termina neste domingo. No próximo domingo teremos a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo e em seguida o tempo do Advento (preparação para o santo Natal). 
Muitas paróquias da arquidiocese já convidam suas comunidades a iniciar (com os livrinhos já impressos) a preparação para o Santo Natal. Vamos participar e nos preparar com devoção, com esperança, para receber o nosso Salvador, o Menino Jesus.
O Evangelho deste domingo, de Jesus Cristo, segundo evangelista Lucas 21,5-19 nos traz as palavras de Jesus repletas de sabedoria, de sensatez. Os acontecimentos inesperados, que produzem dor e nos espantam, fazem pensar que o fim do mundo está próximo. É normal pensar assim. Muitas vezes nestes acontecimentos surgem os falsos profetas que aproveitam estas situações para ressaltar a sua liderança, propagando suas profecias. Jesus, porém, ressalta que: "vede que sejais enganados. Não sigais após eles". Jesus nos exorta e nos pede que enfrentemos a situação, mesmo que, como Ele, possamos sucumbir diante do mal. Jesus enfrentou o mal. Pede-nos ousadia para enfrentar o mal onde estamos e dar testemunho de que existe salvação para o mundo e que o Senhor Deus, bom e misericordioso, tem a última palavra. O amor sempre vencerá. 
O profeta precisa "anunciar" a boa nova, o projeto do Senhor, e "denunciar" a injustiça e o mal. Sofrerá perseguições, mas Deus cuidará deles. 
Somos profetas de nosso tempo e, com certeza, temos muitas injustiças para denunciar, Como e quando desempenhamos nosso papel de Profetas? Temos coragem de fazê-lo? Denunciar o que está errado, o que é injusto, o que é contrário à misericórdia de Deus? Deixamos nos levar, facilmente, pelos falsos profetas? 
A oração do salmo deste domingo é o 97(98),9: "Diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade. 
A segunda leitura é uma carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses 3.7-12 onde diz que quem não trabalha não merece comer. Diante desta leitura podemos nos perguntar: " o que faço, como trabalho para que o Reino de Deus seja possível"? Todos são convidados para fazer parte dos trabalhadores do Reino. No mundo de hoje, diante de tantas injustiças, somos convocados a entrar nas fileiras dos trabalhadores do Senhor, aqueles que fazem de suas vidas um testemunho de fidelidade, coragem e dedicação em prol de um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

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