Insegurança generalizada

Postado por: Israel Kujawa

Compartilhe

A ampliação do espaço concedido para figuras radicas e ditatórias merece atenção e análise. A eleição e o espaço concedido para líderes com perfil e discurso opressor, como o que acaba de ser escolhido nos Estados Unidos, pode ser entendido como consequência de um fenômeno de descontentamento e insegurança generalizada. Esta condição psicológica e existencial precisa ser entendida e canalizada de forma responsável, pois pode se apresentar como uma base para o aumento da agressividade, do ódio e do retrocesso nos modos de convivência entre as pessoas.

Os limites do recente ciclo de relações democráticas nas convivências entre crianças e adultos e entre cidadãos e estado, não devem apagar da memória as experiências terríveis das ditaduras e do nazismo.  No modelo autoritário e ditatorial, os adultos não reconhecem as crianças como sujeitos humanos de diretos e o estado não é responsabilizado pela atendimento das necessidades básicas dos cidadãos. Comparativamente, os modelos de comportamentos democráticos são superiores e devem preservados. Em consequência disto, as ameaças de retrocesso devem ser cuidadosamente identificadas, pois os limites práticos da democracia, não podem se constituir em justificativas para práticas tirânicas.

A convivência em um modelo de comportamento em que as crianças mandam nos pais ou que os cidadãos não respeitem os espaços e as figuras públicas, que representam parcela da sociedade ou instituições estatais, contribuem par gerar níveis insuportáveis de insegurança.  Para que as relações entre as pessoas sejam humanizadas, os procedimentos das figuras que devem cumprir o papel de pais e dos líderes, que influenciam nos rumos da sociedade, devem ser definidos com mais clareza e objetividade. Os casos em que a vivência e a imposição democrática dos limites materiais e morais são estabelecidos pelos pais ou pelo estado são geradores de segurança e estabilidade.

As crianças foram empoderadas, em suas relações com os adultos, se apresentado como centro das atenções. Este fenômeno tem aspectos positivos, entre os quais, a possibilidade de um maior desenvolvimento intelectual, humano e social para a as mesmas. No entanto, vale destacar que os primeiros anos de vida de um ser humano são de maior vulnerabilidade e dependência, cuja responsabilidade pelas referências e limites no comportamento é dos adultos.  Para que a evolução no equilibro geral seja estabelecido e o retrocesso das relações autoritárias, violentas e ditatoriais não seja ampliado, se faz necessário que as condutas sejam determinados democraticamente, por adultos responsáveis.

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito