Da ignorância

Postado por: Neuro Zambam

Compartilhe

As últimas semanas brindaram a nossa realidade e imaginação com acontecimentos surpreendentes, seja em nível local, seja internacional. O símbolo desse clima foram as eleições americanas e os subsequentes pronunciamentos do presidente eleito e as lições da candidata não eleita, nem por isso perdedora.

Os processos eleitorais nos países democráticos estão recheados de surpresas, normalmente, percebidos apenas no resultado das urnas. Entretanto, quando se analisa o conjunto, vale aquele comentário sorrateiro, instigante e amargo: “às vezes se ganha perdendo e, outras vezes, se perde ganhando”.

As eleições americanas chamam atenção no mundo pela influência econômica do país, pelo método eleitoral, pela qualidade dos candidatos e pela pujança da nação. Aliás, os Estados Unidos e o Brasil estão entre as maiores democracias do mundo.

No último período eleitoral do Brasil tivemos um contexto inusitado, tanto os eleitos quanto os outros, perderam. Deve-se isso à qualidade do processo, a fraqueza do processo e às limitações dos candidatos. Os nossos candidatos, em quase todos os níveis, são limitados e pouco integrados a um processo de boa qualidade política.

Ao final da eleição americana, os candidatos agradecem um ao outro e reconhecem a trajetória de vida e os serviços prestados pelo outro e as disputas eleitorais, que integram a rotina política, são integradas  à rotina da política.

A democracia americana é sólida e o presidente, embora com posições inusitadas, está orientado e “amarrado” pela legislação bem estruturada, aceita e conhecida por todos.

O pensamento e as práticas de índole mais conservadora são crescentes no mundo. Após a Segunda Guerra, estamos no período mais difícil para o diálogo, a tolerância e a capacidade de olhar para o outro.

No Brasil, na nossa região e no nosso entorno existem pessoas com essa índole. Contudo, o que temos acompanhado é a crescente pequenez e insignificância de alguns líderes, muitas vezes com pretensões de influência e decisão, são deficientes e incapazes para o diálogo, a aceitação, o reconhecimento e a construção de propostas com o mínimo de repercussão.

Um líder, um profissional e um intelectual são bastante parecidos e podem, também, ser muito diferentes. Uma característica poderia ser a vontade e uma trajetória de trabalho. Outra deveria ser o conhecimento do mundo, não apenas adquirindo imóveis em New York ou Paris ou, então, viajando exibindo fotos de viagens, mas sabendo o que acontece ao seu redor e “olhando” no olho daqueles com quem conversa.

As posições conservadoras ou não fazem parte da vida social e política. Estas preocupam aos fanáticos de esquerda e de direita, contudo, animam os mesmos quando seus ideais têm como meta o crescimento de todos. Olhares, conversas, votos e decisões engrandecem estadistas e diminuem políticos.

Leia Também GPS é medida útil é barata para o Interior Consciência negra, consciência política! (1) Quem será o novo Presidente do Brasil em 2018? Cuide bem do seu coração!