Potencializar a misericórdia e jamais aceitar o pecado!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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No dia seguinte ao encerramento do Ano da Misericórdia o Papa Francisco lançou a carta Apostólica Misericórdia e Miséria. Dentre as orientações deste documento ele manteve a permissão para que padres perdoassem pessoas que se envolveram em pecado contra a vida, cometendo ou favorecendo o aborto. Esta missão era facultada aos bispos e confessores especiais. Por ocasião do Ano da Misericórdia foi estendida aos presbíteros. No documento citado ele mantém a permissão para os padres.

A referida carta reporta ao encontro de Jesus com a mulher surpreendida em adultério (Jo 8, 1-11) ou seja: o encontro da misericórdia de Deus personificada em Jesus e a miséria humana, mostrada na mulher que estava para ser apedrejada. Após a dispersão dos acusadores Jesus disse a mulher: vá e de hoje em diante não peques mais.

A sugestão do Papa em relação ao perdão a quem se envolve com aborto não pode ser interpretada como uma conivência com o pecado contra a vida. Para a Igreja o aborto continua sendo um pecado grave. A vida é dom de Deus e deve ser preservada desde a fecundação até o seu ocaso. Cuidar a vida é tarefa de todos os cristãos. Atentar contra a vida humana é um pecado contra a obra de Deus.

A orientação do Papa visa contribuir para que a Igreja, no seu compromisso com a misericórdia, ajude as pessoas a se encontrarem com a graça do perdão de Deus. É algo que está ao alcance da Igreja e ela deve fazer acontecer, lembrando que Deus, na sua graça transforma o mundo e certamente transforma a pessoa que pecou, a partir do momento em que faz a experiência do acolhimento e da misericórdia. 

É a possibilidade para que as pessoas, reconciliadas com o Pai, com a Igreja e consigo mesmas possam trilhar um caminho de discipulado Daquele de deu a vida pela nossa Salvação. Que convida a superar o pecado e acolher a graça e a misericórdia de Deus.


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