Velocidade: Também como causa do acidente

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A maior preocupação da segurança no trânsito é a velocidade dos veículos, e esta possui uma relação direta com a responsabilidade no acidente. Na prática, os condutores devem ter em mente que a preferencial não é absoluta, ou seja, não é pelo fato de estarmos trafegando por uma via principal que devemos ignorar a lei e os princípios de direção defensiva, pois é obrigação de todos no cumprimento da norma e previsibilidade quanto A conduta do outro usuário.

Afinal, dentro do contexto humano existe a possibilidade do “erro” e, como tal, nesta situação devemos trazer à imaginação todas as ações praticadas pelos outros e que poderão gerar algumas situações de perigo. Por isso, é imprescindível que tenhamos em mente que o condutor cauteloso possui inúmeras possibilidades de evitar um acidente ou amenizar as consequências. 

Assim, ao realizarmos a aproximação de um cruzamento, acesso ou junto a um trevo, devemos reduzir a velocidade e redobrarmos as atenções quanto às circunstâncias viárias que se apresentam naquele momento. Aliás, tal aspecto é de fundamental importância aos motociclistas, uma vez que muitos trafegavam em desabalada conduta, principalmente nos cruzamentos.

Destaca-se, ainda, a situação de um veículo que trafega por uma rodovia e, ao se aproximar de um trevo, ignora completamente a possibilidade do erro do outro proveniente da via secundária. Embora presente a placa “pare” a este último, por evidência não se afasta a culpa daquele que trafegava na preferencial, pois a desabalada conduta deste poderá levá-lo a uma responsabilidade, uma vez que concorreu para culpa no sinistro. Lembrando que o proprietário do bem sempre responde a ação judicial cível.

Neste caso, se vier a ocorrer falecimento do condutor proveniente da secundária, o outro que estava na principal em excessiva velocidade responderá perante os familiares daquele que veio a óbito no acidente. E as decisões judiciais estão onerando – cada vez mais - o bolso daqueles que ignoram as regras de trânsito e os princípios de direção defensiva.  Portanto, não há dúvida quanto aos prejuízos de quem insiste em desrespeitar ao limite naquele ponto da rodovia.

 

 

 

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