VW Kombi – A história da “velha senhora” – parte 2

Postado por: Júlio César de Medeiro

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Se em alemão o nome Kombi é derivado de Kombinationsfahrzeug, que significa veículo combinado ou combinação do espaço para carga e passeio, ao redor do mundo recebeu outros nomes, como Rugbrød na Dinamarca, Barndoor nos EUA, Junakeula na Finlândia e Papuga na Polônia.

A versão básica lançada em 1949 e comercializada a partir de 1950, o furgão, foi mantida até 1952, quando chegava a versão picape. Além de ótima área de carga, tinha um compartimento para volumes menores entre a caçamba e o piso inferior.

Para todos os tipos de carroceria, o motor era o mesmo bom e velho boxer refrigerado a ar. Mantinha a elétrica de 6 volts, com a bateria instalada dentro do compartimento do motor e a caixa de marchas era de 4 velocidades a frente e uma a ré, sendo que apenas a terceira e a quarta eram silenciosas. Além disso, a transmissão era complementada por caixas de redução junto aos cubos de roda traseira, solução que permaneceu com poucas alterações por muito tempo (até 1978 no Brasil). Os freios eram a tambor nas quatro rodas, o que era temerário para as Kombis carregadas.

Embora a fala do diretor geral da VW no lançamento da Kombi insistisse que nenhum utilitário era tão estável quanto ela, pois 90% da carga era colocada entre os eixos, mesmo em acertos de suspensão mais firmes sua estabilidade não era nada confiável. Capotar uma Kombi, principalmente vazia, era comum. Outro ponto negativo, consequência direta do motor refrigerado a ar e da ausência de revestimentos isoladores acústicos era o nível de ruído interno.   A carroceria metálica e fechada funcionava como um megafone para os ruídos do motor e da suspensão, maltratando os ouvidos de quem ia dentro. Sem falar na tão famosa expressão de que “se bater uma Kombi de frente, o parachoque é você”. Mesmo assim, tanto na Alemanha quanto ao redor do mundo, o sucesso da “velha senhora” foi inegável.

No Brasil, a Kombi passou a ser comercializada pelo grupo Brasmotor (hoje Brastemp) logo a seguir ao seu lançamento mundial, já em 1950. A versão que primeiro desembarcou por aqui foi o furgão apelidado de “barndoor”, por causa da grande tampa do motor. A maior curiosidade sobre esse modelo é que podia ser dada a partida por meio elétrico, através da chave, como se conhece até hoje, mas alguns exemplares podiam ter a partida manual, por manivela, como nos calhambeques das décadas de 20 e 30. Mas a Kombi no Brasil já é história para a semana que vem. Até lá!

Grande abraço!

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