De costas para o desenvolvimento

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Prestes a colocar em votação o seu pacote para “combater a crise do Estado”, o governo Sartori sinaliza a que veio. Sem projeto algum de desenvolvimento, o governo aposta no desmonte do Rio Grande como ferramenta para superar esse momento difícil. A extinção de fundações é um exemplo claro disso. A Fundação de Economia e Estatística (FEE), por exemplo, tem um importante trabalho de pesquisa. Com quadro qualificado de mestres e doutores abastece o Estado de dados cruciais para o desenvolvimento. Abrir mão de uma entidade como essa, que pesa pouco quando se analisa o orçamento geral, é uma prova que o governo não trabalha com projeto de reativação da economia.

O mesmo ocorre com a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), que trabalha com a assessoria de tecnologia para empresas públicas e privadas. Os estudos realizados pela Cientec são fundamentais para o aprimoramento tecnológico do Rio Grande e contribuem diretamente para a economia local. Quando o governo abre mão de tais ferramentas alegando a economicidade, apenas admite que não tem projeto algum de desenvolvimento. Sinaliza com clareza que se elegeu sem programa e que apenas repete uma fórmula velha, e comprovadamente fracassada, adotada por governos anteriores. Desmontar o Estado e ignorar suas potencialidades são escolhas que cobrarão um preço caro logo adiante.

 

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