Consumismo

Postado por: Caroline Garcia Silva

Compartilhe

Um dos maiores desafios dos seres humanos é consumir de forma consciente e crítica. Os hábitos consumistas acabam priorizando o ter em detrimento ao ser. As datas comemorativas de final de ano acabam muitas vezes, em um ritmo alucinante, impondo as pessoas que a felicidade pessoal é sinônima de consumo.

Muitas pessoas acabam tendo um comportamento compulsivo, que na grande maioria das vezes está vinculado ao alívio da ansiedade. A compulsão caracteriza-se por uma repetição excessiva de determinadas ações. Existe uma diferença em comprar por necessidade e o comprar compulsivo que é uma desvinculação entre o que se compra e o que é necessário.

Acredita-se que este transtorno está relacionado com a necessidade de estabelecer relações de poder; pode ser uma forma de compensar sensações de inferioridade.

Alguns comportamentos devem ser observados e serem alvos de atenção: sensações de impulsos incontroláveis por compras; comportamentos de comprar freqüentes e desassociados da necessidade dos produtos; relação entre o comprar e ansiedade; interferência do comprar na vida (problemas financeiros, problemas no trabalho,...).

Para o compulsivo o único prazer está no ato de adquirir, ele nem pretende usar o objeto: é um comportamento vazio. Há, portanto, uma restrição do prazer, um empobrecimento social e uma queda da qualidade de vida, já que a pessoa se torna apática diante de outros estímulos, conforme Juliana Bizeto. Acredita-se que este transtorno está relacionado com a necessidade de estabelecer relações de poder; pode ser uma forma de compensar sensações de inferioridade.

Uma análise em nossa vida cotidiana permite-nos perceber qual a relação estabelecida entre compra e a satisfação/fim da ansiedade. Caso perceba alguns sintomas é aconselhável a busca de ajuda profissional.

Leia Também Falecimento de titular de firma individual causa a extinção da execução fiscal Treinamento psicológico e o efeito no grupo A ciência como ferramenta para a sabedoria Quebra-molas são permitidos, “em casos especiais”